Suzy Eshkuntana, de seis anos de idade, acordou sozinha no maior hospital de Gaza depois de ter sido resgatada por socorristas dos escombros da sua casa, destruída por um ataque israelita que levou à morte da sua mãe e dos seus quatro irmãos, conta a Reuters.

O ataque à casa de Eshkuntana ocorreu na mesma zona que um ataque israelita a um sistema de túneis em Gaza. A explosão do sistema de túneis causou o colapso das casas acima e levou a baixas não intencionais de civis, disseram os militares.

Dezenas de trabalhadores das equipas de resgate, agentes da polícia, familiares e vizinhos reuniram-se nos destroços da casa durante a operação de busca e salvamento.

Após várias horas de trabalho debaixo das paredes desmoronadas, os trabalhadores começaram a cantar "Allahu Akbar" [Deus é grande], um sinal de que alguém seria trazido com vida. Suzy, coberta de poeira e demasiado fraca para levantar a cabeça, chorou ao ser levada para uma ambulância.

Já no hospital, os médicos confirmaram que Suzy estava ferida mas que não tinha ferimentos graves.

A menina esteve presa durante sete horas debaixo dos escombros e foi no hospital Shifa que se reuniu novamente com o seu pai, que também estava a ser tratado devido às suas feridas. "Perdoa-me, filha. Gritaste-me para vir ter contigo, mas eu não pude ir", disse-lhe Riyad Eshkuntana depois de os médicos os terem reunido em camas lado a lado.

"Fiquei cheio de toda a raiva do universo, mas quando ouvi que uma das minhas filhas estava viva, dei graças a Deus porque esta rapariga podia capturar algum dos — mesmo que apenas um pouco — sorrisos das minhas filhas, porque ela é irmã delas", disse.

Desde 10 de maio, a nova escalada no conflito israelo-palestiniano já provocou a morte de 200 palestinianos, incluindo 59 menores, e mais de 1.300 feridos na Faixa de Gaza, enclave palestiniano controlado pelo movimento radical islâmico Hamas desde 2007 e sob bloqueio israelita há mais de uma década.

No domingo, 42 palestinianos, incluindo pelo menos oito menores e dois médicos, foram mortos durante as manobras ofensivas das forças israelitas.

Tratou-se do balanço diário mais grave desde o início desta nova vaga de confrontos, segundo o Ministério da Saúde local.

Do lado israelita, pelo menos 10 pessoas foram mortas, incluindo uma criança, e outras 294 sofreram ferimentos na sequência do lançamento de foguetes e de mísseis a partir da Faixa de Gaza.

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