Na audição, a última das 45 feitas pela comissão parlamentar de inquérito ao furto de material militar de Tancos, Azeredo Lopes afirmou que “ponderou muitas vezes” sair do Governo naquele período.

No início da reunião, que se prolongou por mais de quatro horas, o antigo ministro declarou que “a partir do momento em que, no espaço público, se avança com ataques à honra”, a sua “continuação em funções deixa de ser útil e passar a ser prejudicial” para o próprio executivo.

“Transforma-se num dever cessar funções”, disse, lembrando que foi “acusado de conhecer o acordo com os ladrões, de sonegar informação”.

Preferiu, por isso, sair “por decisão própria e não [ser] expelido”, concluiu.

José Azeredo Lopes era ministro da Defesa à altura do furto nos paióis nacionais de Tancos, em 2017. Entrou em funções em novembro de 2015 e saiu em outubro do ano passado, devido à crise com o crime.

O furto de material de guerra foi divulgado pelo Exército em 29 de junho de 2017. Quatro meses depois, a Polícia Judiciária Militar revelou o aparecimento do material furtado, na região da Chamusca, a 20 quilómetros de Tancos, em colaboração com elementos do núcleo de investigação criminal da GNR de Loulé.

Entre o material furtado estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e uma grande quantidade de munições.

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