Constança Urbano de Sousa, que hoje participa em Sevilha na reunião do G4, esclareceu o ministro do Interior de Espanha que as investigações estavam a cargo da Polícia Judiciária, tutelada em Portugal pelo Ministério da Justiça, pelo que “não dispunha, nem podia dispor de informações detalhadas sobre investigações em curso”, refere uma declaração escrita do Ministério da Administração Interna (MAI) enviada à agência Lusa.

Na reunião do G4, a ministra portuguesa afirmou que “as autoridades portuguesas estavam a fazer tudo o que estava ao seu alcance para investigar este caso”.

O jornal El Mundo, citando fontes do Ministério do Interior de Espanha, noticiou hoje que o furto de material de guerra em Tancos poderá estar ligado a redes de tráfico internacional de armas e não ao ‘jihadismo’, tendo sido uma informação avançado ao seu homólogo espanhol, Juan Ignacio Zoido, durante a reunião do G4.

Na declaração enviada à Lusa, o Ministério da Administração Interna refere que a notícia do El Mundo “não corresponde à verdade”.

Além de Portugal e Espanha, fazem também parte da reunião do G4 os ministros do Interior de França e Marrocos.

Na reunião do G4 estão em debate questões relacionadas com a cooperação policial, a prevenção e combate ao terrorismo, a luta contra o tráfico de estupefacientes e o controlo dos fluxos migratórios.

O furto de material de guerra em paióis de Tancos foi detetado na quarta-feira ao final do dia. O Exército anunciou então que desapareceram granadas de mão ofensivas e munições de calibre de nove milímetros.

No domingo, o jornal espanhol El Español divulgou uma lista de armamento, que diz ser "o inventário definitivo" do material furtado, distribuída às forças antiterroristas europeias.

A lista publicada pelo jornal, não confirmada pelo Exército português, inclui 1.450 cartuchos de munição de nove milímetros, 18 granadas de gás lacrimogéneo e 150 granadas de mão ofensivas.

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