Segundo a PSP, duas pessoas foram detidas na sequência dos incidentes junto à Rotunda do Relógio e a outra junto ao aeroporto de Lisboa, onde os taxistas estão agora concentrados.

Em relação aos detidos na Rotunda do Relógio, a fonte oficial adiantou que uma pessoa foi detida por ter arremessado alguns objetos contra um carro da polícia e a outra por ter lançado um artefacto pirotécnico contra os agentes.

Em relação à terceira detenção, de um taxista, a PSP não avançou os motivos, mas a Lusa presenciou-a, junto à zona das partidas no aeroporto de Lisboa.

Esta situação foi entretanto confirmada pelo porta-voz do Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP, comissário Sérgio Soares, referindo que a terceira detenção está relacionada com vandalismo a um carro da Uber.

Os taxistas saíram dos carros e ocuparam a Rotunda do Relógio, tendo os elementos policiais tentado impedi-los, o que originou uma atitude mais agressiva por parte dos manifestantes, explicou a fonte oficial da PSP, avançando que os taxistas atiraram vários objetos contra os polícias, nomeadamente garrafas.

Segundo a PSP, alguns agentes lançaram gás pimenta contra os manifestantes.

Em declarações aos jornalistas, na zona do aeroporto, o porta-voz do Cometlis garantiu que a PSP está a cumprir com tudo o que ficou definido com a Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) e a Federação Portuguesa do Táxi.

Sérgio Soares adiantou que a PSP utilizou “os meios necessários para pôr cobro à situação” na zona do aeroporto.

Sobre a circulação de viaturas da Uber junto aos locais onde os taxistas se manifestaram, o porta-voz da Cometlis afirmou que, durante a reunião de preparação do protesto, não ficou nada definido, realçando que a Uber “pode operar na cidade de Lisboa”.

Numa resposta enviada à Lusa sobre o protesto, o diretor-geral da Uber em Portugal, Rui Bento, afirmou que a empresa respeita “o direito que todos os grupos têm de se manifestar, desde que o façam com espírito cívico, e com respeito pela segurança e ordem públicas”, mas "infelizmente" isso não está a acontecer hoje.

“Este é um momento-chave para a mobilidade nas cidades portuguesas. Acreditamos que este diploma poderá ser um passo importante para que Portugal caminhe para um modelo de mobilidade mais moderno e sustentável, alinhado com as necessidades das pessoas nas nossas cidades, e que proporcione importantes oportunidades económicas e de criação de emprego no setor”, adianta Rui Bento.

Os profissionais do setor estão em luta contra a regulação, proposta pelo Governo, da atividade das plataformas de transportes de passageiros como a Uber ou a Cabify e tinham como destino a Assembleia da República, mas pararam o protesto na zona do aeroporto de Lisboa, após os incidentes na Rotunda do Relógio.

Entretanto, o presidente da ANTRAL e o seu congénere da Federação Portuguesa do Táxi foram chamados para uma “reunião de urgência” no Ministério do Ambiente, que já começou.

As plataformas Uber e Cabify permitem pedir carros descaracterizados de transporte de passageiros através de uma aplicação para ‘smartphones’, mas os operadores que a elas estão ligados não têm de cumprir os mesmos requisitos – financeiros, de formação e de segurança – do que os táxis.

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