“Esta reunião vem na sequência de um processo negocial com a associação patronal que já dura quase há 16 meses, sem chegarmos a acordo quanto ao que está a ser negociado”, contou à Lusa Isabel Camarinha, do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).

As negociações, para rever o contrato coletivo de trabalho de cerca de 100 mil trabalhadores do setor, decorrem há 16 meses e sempre acompanhadas de formas de luta, como greves, mas até agora sem sucesso, razão pela qual sindicatos e patrões decidiram requerer a conciliação no Ministério do Trabalho.

Os trabalhadores exigem aumentos salariais, o fim da tabela salarial aplicada em todos os distritos à exceção de Lisboa, Porto e Setúbal e a promoção automática dos operadores de armazém à categoria profissional de Operador Especializado.

Na sua página de internet, o CESP tem já agendadas mais nove ações de denúncia até 15 de fevereiro, incluindo plenários de trabalhadores do Continente, da Jerónimo Martins/Pingo Doce e do El Corte Inglês.

Segundo o sindicato, cerca de 40% dos trabalhadores do setor da distribuição recebem salários inferiores a 600 euros e 80% inferiores a 640 euros.

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