Silva Rocha, comandante da Capitania do Porto da Figueira da Foz, informou que as detenções verificaram-se no âmbito de uma investigação que decorre há vários meses, tendo participado na operação 64 elementos da PM, entre agentes e graduados.

Apoiada em “catorze mandados de buscas em residências e armazéns”, a ação começou às 08:00 e ainda estava a decorrer por volta das 16:30, abrangendo cinco localidades próximas do rio Mondego: Lavos, Vila Verde, Casal da Areia e Maiorca, no concelho da Figueira da Foz, além de Ereira, no município de Montemor-o-Velho, adiantou.

A ação da Polícia Marítima, “num raio de 20 quilómetros”, permitiu apreender “muito material”, entre embarcações, viaturas, redes e outros utensílios usados na pesca ilegal do meixão, bem como 20 quilos destas larvas de enguia, devendo o balanço final da operação ser efetuado mais tarde.

Os três detidos serão ouvidos na quinta-feira, no Tribunal da Figueira da Foz.

A pesca ilegal do meixão é uma das principais ameaças à sobrevivência da enguia em Portugal e no resto da Europa, segundo o Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE) da Universidade de Lisboa.

Iniciado com a captura de toneladas de larvas (meixão) nos estuários dos rios, “o declínio generalizado do recrutamento”, desde finais do século XX, “tem efeito na quantidade de enguias que são pescadas nos nossos rios e estuários”, disse à Lusa a investigadora do MARE Isabel Domingos, em dezembro de 2015, ano em que a GNR recuperou 305 quilos de meixão, o equivalente a pelo menos um milhão de enguias salvas e devolvidas à natureza.

Às apreensões da GNR nesse ano, juntaram-se as quantidades recuperadas pela Polícia Marítima nas águas sob jurisdição das capitanias.

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