“O mundo inteiro compreende que o bom povo do Irão quer uma mudança e que, sem contar com o vasto poder militar dos Estados Unidos, o que os seus dirigentes mais temem é o povo iraniano”, escreveu Trump na rede social Twitter, recuperando partes da intervenção que proferiu no seu primeiro discurso perante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, em 19 de setembro.

Trump ilustrou os ‘tweets’ com pequenos vídeos do seu discurso nas Nações Unidas.

“Os regimes opressores não podem durar para sempre e chegará o dia em que o povo iraniano terá uma escolha pela frente”, salientou o Presidente americano num segundo ‘tweet’, acrescentando: “O Mundo está a ver!”.

Teerão assistiu hoje a uma pequena vaga de manifestações espontâneas contra o fraco desempenho da economia iraniana, com estudantes universitários e outros a entoarem cânticos contra o governo.

Os protestos seguiram-se a um comício de elementos conservadores, apoiantes da ala dura e do “status quo” clerical islâmico no país, e são os maiores na República Islâmica do Irão desde os que se seguiram às eleições presidenciais de 2009.

Milhares de pessoas saíram às ruas em várias cidades do Irão. Na quinta-feira os protestos começaram em Mashhad, a segunda maior cidade iraniana e local sagrado para os peregrinos xiitas.

Os protestos na capital e os ‘tweets’ de Trump sobre os mesmos, aumentaram ainda mais a tensão. Também forçaram a televisão estatal iraniana não só a noticiar o assunto, como a reconhecer que não o tinha divulgado antes devido a ordens de altos responsáveis pela segurança.

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