A pedido da família da desaparecida Emanuela Orlandi, apresentado após o seu advogado receber uma mensagem enigmática, o Vaticano autorizou a abertura esta manhã dos dois túmulos de um cemitério alemão da Cidade do Vaticano.

A Santa Sé anunciou, porém, que não só os túmulos não contêm os restos mortais de Emanuela Orlandi, mas também não contêm os de duas princesas que deveriam estar enterradas no local.

"As buscas tiveram um resultado negativo: nenhum resto humano, nem urna funerária, foram encontrados", anunciou em comunicado o diretor de comunicação do Vaticano, Alessandro Gisotti.

O túmulo da princesa Sophie von Hohenlohe (morta em 1836) revelou um subterrâneo vazio, de quatro metros quadrados.

A sepultura de Charlotte-Frédérique de Mecklembourg (morta em 1840) também está vazio.

As famílias das duas princesas, que autorizaram a abertura dos túmulos, "foram informadas da conclusão das buscas", indicou o Vaticano.

Os arquivos estão a ser verificados para descobrir a natureza das obras de reestruturação realizadas no antigo cemitério, algumas no final do século XIX, outras entre as décadas de 1960 e 1970.

Emanuela Orlandi, de 15 anos, filha de uma funcionária do Vaticano, nunca voltou a casa após uma aula de música em Roma e o caso é um dos mistérios mais longos de Itália.

O caso de Orlandi voltou a ganhar atenção recentemente após o surgimento de uma pista anónima sobre o local onde pode estar enterrado o corpo da rapariga.

Há muito tempo que a família de Emanuela Orlandi exige o acesso aos documentos do Vaticano sobre o desaparecimento.

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