De acordo com Vítor Costa, diretor-geral da Associação de Turismo de Lisboa (ATL), entidade responsável pela reabilitação, hoje apresentada, esta custará 27 milhões de euros, dos quais foram “já aprovados 16 milhões pela Câmara de Lisboa provenientes de taxas turísticas e 11 milhões serão assegurados pela ATL”.

O projeto de renovação da Frente Ribeirinha de Lisboa acompanha a margem direita do rio Tejo entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré com o objetivo de “criar condições para a atividade marítimo-turística, para o transporte público fluvial entre as duas margens” e ainda a criação de espaços de lazer e culturais, além de lojas e restauração.

Segundo o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, o megaprojeto vai mudar o relacionamento dos lisboetas e dos turistas que visitam a cidade com o Tejo.

O plano integra vários projetos interligados, como a reconstrução do Muro das Namoradeiras, a retirada do aterro e a recuperação do traçado original do Cais das Colunas, cujas obras já estão em curso, a criação de um Cais de Apoio à Atividade Náutica e a reabilitação do pontão da Doca da Marinha.

Está prevista também a reabilitação da Estação Sul e Sueste até à traça original, de 1929, com o reforço dos dois pontões da Transtejo/Soflusa e instalados três novos pontões com passadiços para acolher embarcações dos diversos operadores turísticos.

Esta reabilitação conta ainda com uma nova área com cafetaria, quiosque, restaurante e esplanadas, um posto de informação, uma loja turística e o terminal de apoio aos passeios no Tejo, com a instalação de oito bilheteiras de diferentes operadores.

A criação do “Bacalhau Story Centre”, um espaço de homenagem a este símbolo da gastronomia nacional, e do Centro Tejo, onde se fará a promoção cultural e turística dos municípios ribeirinhos, são outros dos projetos previstos.

A intervenção urbanística “vai permitir recuperar os espaços públicos junto ao rio e ligar os percursos pedonais e cicláveis ao longo da Frente Ribeirinha”.

Estes percursos cicláveis serão integrados num projeto de ciclovia com 60 quilómetros entre Vila Franca de Xira e o Guincho, no qual a Câmara de Lisboa está a trabalhar em conjunto com outras autarquias ribeirinhas.

“Gostaria muito que esta ciclovia estivesse pronta durante este mandato autárquico”, afirmou o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, sublinhando que grande parte deste trajeto já é ciclável, faltando apenas ligar alguns percursos, nomeadamente na zona de Caxias, em Oeiras.

Entre a Estação Sul e Sueste e o novo Terminal de Cruzeiros, a Doca da Marinha vai dar lugar a um espaço arborizado, um novo restaurante e quatro quiosques, com esplanadas e WC públicos, além de um espaço ajardinado no lado nascente da Doca da Marinha, que irá acolher atividades lúdicas e musicais.

Junto à Doca da Marinha será construído ainda um ponto de acostagem para o Creoula, que permitirá a visita e exploração turística deste navio de instrução, que será recuperado numa parceria entre a Marinha, o Ministério da Defesa e as câmaras de Lisboa e de Aveiro.

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