As representações diplomáticas de Israel e dos Estados Unidos da América (EUA) em Ancara e Istambul estão protegidas por barreiras metálicas e agentes e veículos antimotins estão situados próximo dos edifícios.

O colégio alemão de Ancara, perto da embaixada dos Estados Unidos, fechou antes da hora normal e mandou os alunos para casa antes que comecem os protestos, o que poderá acontecer quando terminar a oração de sexta-feira, cerca do meio-dia.

Na quinta-feira à tarde, houve manifestações nas principais cidades da Turquia com ‘slogans’ como “Abaixo os Estados Unidos” e “Abaixo Israel”.

O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou na quinta-feira o presidente norte-americano, Donald Trump, de lançar o Médio Oriente para um “círculo de fogo” com a sua controversa decisão de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel.

“Fazer isso é lançar a região para um círculo de fogo”, afirmou Erdogan, aos jornalistas desde o aeroporto de Ancara, de partida para uma visita oficial à Grécia, a primeira de um chefe de Estado turco em 65 anos.

Trump reconheceu na quarta-feira Jerusalém como capital de Israel, tornando-se no único país do mundo a tomar essa decisão que representa uma rutura com décadas de neutralidade da diplomacia norte-americana no âmbito do dossiê israelo-palestiniano.

“Trump, o que é que tu queres fazer? Os líderes políticos não estão lá para agitar as coisas, mas antes para as pacificar. Agora, com estas declarações, Trump cumpre as funções de uma batedeira”, disse Erdogan, aos jornalistas, no aeroporto da capital, perante uma multidão que exibia cartazes com mensagens como “Abaixo Israel” ou “Não te rendas, a nação apoia-te”.

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