"Estados Unidos: devem extraditar essa pessoa", disse Erdogan num discurso diante de milhares de simpatizantes em Istambul, referindo-se a Gülen, que mora na Pensilvânia e que já negou qualquer implicação na tentativa de golpe de sexta-feira. "Há um jogo com o Exército e está vinculado a forças externas", insistiu o presidente. Assim que desembarcou, na noite passada, no aeroporto de Istambul para retomar o controlo do país, o presidente turco acusou o imã e seu movimento de estar por trás da tentativa de golpe. No entanto, o imã condenou "firmemente" a tentativa de golpe.

A Turquia foi neste sábado palco de várias prisões, nomeadamente de juízes e militares, o que fez ganhar força a especulação de que o golpe de Estado poderá ter sido planeado pelo próprio Erdogan como forma de reforçar o poder e eliminar adversários. Um juiz do tribunal constitucional, a mais alta instância legal na Turquia, foi preso, anunciou a TV turca. Alparslan Altan foi detido por motivos ainda não revelados, indicou o canal NTV.

Pouco antes, as autoridades judiciais anunciaram que 2745 juízes em todo o país haviam sido afastados devido à tentativa de golpe. Além disso, oficiais de alta patente foram presos, entre eles os generais Adem Huduti e Avni Angun, segundo a imprensa turca. O governo anunciou a prisão de cerca de três mil soldados, o que representa uma perda importante para o Exército do país. A tensão no país persiste apesar do fracasso do golpe, como mostra a convocação do presidente à população para que mantenha a mobilização nas ruas. Também o general Erdal Ozturk foi preso por suposta participação na tentativa de golpe de Estado contra o presidente. "O general Erdal Ozturk, comandante do Terceiro Exército, foi preso", disse um funcionário, que não quis ser identificado. 

Milhares de partidários de Erdogan, reuniram-se neste sábado em Istambul para lhe expressar apoio, após a tentativa de golpe orquestrada por um grupo de militares. Os manifestantes concentraram-se numa atmosfera familiar, na parte asiática da cidade, da qual Erdogan foi autarca, em resposta a um apelo do chefe de Estado após a tentativa de golpe, que deixou 265 mortos. 

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