“Devido às consequências dos bombardeamentos (…), para manter o equilíbrio entre a produção e o consumo de eletricidade, será instaurado um sistema de cortes de emergência em todas as regiões da Ucrânia. A eletricidade será fornecida prioritariamente às infraestruturas essenciais”, informou a Ukrenergo na rede social Telegram.

As sirenes de alerta de bombardeamentos voltaram a soar em várias partes da Ucrânia, esta manhã, depois de mísseis russos terem caído no sul do país, embora Zelensky assegure que a maioria deles foi destruída pelas defesas antiaéreas.

“A situação é difícil, mas está sob controlo”, acrescentou a Ukrenergo, quando as forças de Kiev anunciaram que destruíram mais de 60 dos cerca de 70 mísseis lançados pelos russos.

No entanto, “algumas centrais não poderão operar em plena capacidade durante algum tempo. As geadas que se intensificarão nas próximas 24 horas levarão a um défice de energia no sistema”, explicou a empresa.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

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