“Em Moscovo para conversações com colegas russos. As relações bilaterais União Europeia-Rússia, as questões de política externa e a arquitetura de segurança na Europa estarão na ordem do dia”, escreveu Mora na rede social, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

Os contactos de Mora em Moscovo seguem-se às reuniões que a Rússia manteve, na semana passada, com os Estados Unidos, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e a Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) sobre a tensão na fronteira com a Ucrânia e a segurança na Europa.

Nas reuniões, a Rússia reafirmou as suas exigências para que a NATO não se expanda para leste e que os aliados retirem os mísseis estacionados perto das suas fronteiras.

“Os princípios reiterados pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) na passada sexta-feira, em Brest (França), estão no centro da posição da UE”, acrescentou Mora, sem indicar com quem se irá reunir em Moscovo.

Na sua reunião da semana passada na cidade francesa de Brest, os chefes da diplomacia da UE rejeitaram a “tentativa da Rússia de criar esferas de influência ao estilo da Guerra Fria na Europa”, reafirmaram a ameaça de sanções se atacar a Ucrânia, e, ao mesmo tempo, a vontade de continuar a negociar com Moscovo.

A Rússia ameaçou interromper as negociações se não receber rapidamente uma resposta escrita de Washington e da NATO às suas exigências.

O Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, o também espanhol Josep Borrell, disse na segunda-feira, num discurso no Parlamento Europeu, que Moscovo sabe que estas exigências são inaceitáveis para os países ocidentais.

Borrell disse igualmente que os Estados Unidos e a NATO estão a coordenar com a UE as suas negociações com Moscovo.

O chefe da diplomacia da UE alertou também para o risco de a região de Donbass (no leste ucraniano), que visitou há 15 dias, se afastar cada vez mais da Ucrânia face aos esforços de Moscovo para a integrar com a Rússia.

Disse, contudo, que a possibilidade de um ataque militar russo à Ucrânia não é agora o cenário mais provável, mas avisou que “há outra forma de ataque”, referindo-se aos ciberataques, como o que a Ucrânia sofreu na semana passada.

A viagem de Mora a Moscovo coincide com a reunião que a ministra dos Negócios Estrangeiros alemã, Annalena Baerbock, irá realizar hoje, em Moscovo, com o seu homólogo russo, Sergei Lavrov.

Baerbock também se reuniu na segunda-feira, em Kiev, com o Presidente ucraniano, Volodymir Zelenski.

As duas visitas têm entre os seus objetivos relançar o diálogo no chamado formato Normandia, que reúne Alemanha, França, Rússia e Ucrânia.

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