O presidente François Hollande fez um minuto de silêncio no Ministério do Interior em memória das duas vítimas, mortas em casa por Larossi Abballa, de 25 anos, que reivindicou o crime em nome do grupo Estado Islâmico (EI). O momento de recolhimento e silêncio também foi observado em todas as delegacias do país e em Magnanville, cidade onde ocorreu a tragédia a a oeste de Paris, além de ter sido assinalado no estádio de Marselha, onde se jogou o França-Albânia.

Distante da unidade expressa após os ataques de 2015, este novo atentado provocou críticas imediatas da oposição de direita que levaram o primeiro-ministro socialista Manuel Valls a defender a ação das autoridades. Valls negou qualquer "falta de discernimento" ou "negligência" dos serviços de inteligência e contra-terrorismo no acompanhamento de Abballa, já conhecido por seu passado radical islâmico, que foi condenado em 2013 por envolvimento em uma rede jihadista.

"Outros inocentes vão morrer"

O chefe de governo previu que a França, alvo privilegiado do EI, seria atingido por novos ataques. "Outros inocentes perderão a vida. É muito difícil dizer (...) mas, infelizmente, esta é a realidade", revelou.

Sete meses após os ataques de 13 de novembro em Paris, o mais mortífero jamais cometido em França (130 mortos), o duplo assassinato de segunda-feira aconteceu um dia depois da carnificina numa discoteca gay em Orlando, nos Estados Unidos, onde um homem que também disse agir em nome do EI como um "lobo solitário" - ou "soldado do califado", na terminologia jihadista - matou 49 pessoas no domingo.

O presidente americano Barack Obama e François Hollande "reafirmaram o compromisso compartilhado para destruir o EI" na terça-feira durante uma conversa telefônica, de acordo com a Casa Branca. O chefe de Estado francês afirmou que a vigilância contra a ameaça foi "elevado ao nível máximo" em França, onde o medo de ataques é alimentado pelo Euro 2016, que acontece até 10 de julho.

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