O governante explicou que os agentes do estado de Miranda “tentaram dispersar a manifestação e, da parte dos manifestantes, foi iniciado um ataque com armas de fogo”.

O Ministério Público abriu uma investigação, tendo sido detidas duas pessoas “para averiguações”, disse o ministro.

A polícia de Miranda, estado governado por Henrique Capriles, da oposição, informou, através do Twitter, que o incidente aconteceu na localidade de San Antonio de Los Altos e que os autores são “indivíduos por identificar”.

O líder da organização não-governamental local Fórum Penal, de defesa dos Direitos Humanos, tinha anteriormente dado conta de mais de 20 feridos e 39 detidos em protestos contra o Governo na Venezuela na quarta-feira.

Entre os feridos, incluem-se três pessoas atingidas por disparos na cidade de Maracaibo, disse Alfredo Romero, num dia de protestos contra o Presidente Nicolas Maduro.

A mesma fonte afirmou na rede social Twiter que houve confrontos em cinco dos 24 estados do país.

Para além da jornada de protesto nas ruas convocada para quarta-feira, a oposição venezuelana, reunida na aliança Mesa da Unidade Democrática (MUD), convocou uma greve geral de 12 horas para sexta-feira e uma manifestação junto ao palácio presidencial para 03 de novembro.

O anúncio foi feito pelo secretário executivo da MUD, Jesús Torrealba, no final da manifestação de quarta-feira em Caracas que reuniu milhares de pessoas em protesto contra os atrasos no processo de convocatória de um referendo para destituir oo Presidente da Venezuela.

Jesús Torrealba disse que a greve geral será “um protesto contra a violação do direito ao voto” e apelou para que na sexta-feira os venezuelanos “deixem as ruas vazias e o país deserto”, enquanto a Assembleia Nacional, o parlamento – dominado pela oposição e cujas deliberações têm sido sucessivamente invalidadas por via judicial a pedido de Nicolás Maduro -, “avança no caminho parlamentar para aprovar a separação de Maduro do seu cargo, por negligência”.

O presidente do parlamento, Henry Ramos Allup, anunciou a manifestação de 03 de novembro junto ao Palácio de Miraflores e afirmou que será pacífica, “mesmo que as forças repressivas do regime tentem impedi-la”.

“No dia 3 de novembro vamos notificar Nicolás Maduro de que o povo venezuelano o declara responsável de negligência no exercício das suas funções políticas”, disse Ramos Allup.

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