Há 73 anos, a 19 de abril de 1943, um grupo de combatentes judeus atacou os nazis, preferindo morrer a lutar em vez de morrer no campo de extermínio de Treblinka (leste da Polónia), para onde os nazis já tinham enviado mais de 300 mil judeus de Varsóvia que estavam retidos no gueto.

"É importante para mim. Esta história fascina-me. Temos que recordá-la. Temos que recordar às pessoas que somos todos iguais", explicou à AFP Piotr Bakula, de 17 anos, um dos voluntários da "Ação Frésia", iniciada em 2013 pelo Polin, o Museu de História dos Judeus Polacos. "Esta ação também é organizada em memória de Merek Edelman, o último comandante do levantamento judeu que, todos os anos, depositava um ramo destas flores ao pé do monumento erguido em homenagem ao Heróis da Insurreição do gueto, recordou Bakula na porta de uma estação de metro de Varsóvia.

A revolta no gueto de Varsóvia - II guerra mundial

Marek Edelman, falecido em 2009, recordava desta forma cada aniversário do acontecimento. Fazia isto sozinho, à margem das cerimónias oficiais.

"Honra e glória aos heróis da insurreição do gueto de Varsóvia", afirmou nesta terça-feira o presidente polaco Andrzej Duda, diante do monumento. "Este é o dia em que recordamos heróis que decidiram lutar pela liberdade apesar de ser previsível que iriam morrer. Escolheram morrer com a cabeça erguida", disse o presidente, que também tinha um junquilho na roupa. Pela sua cor e forma, as frésias recordam a estrela amarela que os alemães obrigaram os judeus a usar durante a guerra. 

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