Georgie, uma gata britânica que desapareceu durante umas férias na Escócia, foi encontrada 12 anos depois de se perder da família. O animal desapareceu em outubro de 2008, num parque de campismo. Mas depois de não o encontrar, a família teve de regressar a casa sem o gato, então com três anos, na esperança de que o animal, com microchip, fosse localizado por alguém.

Agora, conta o jornal Guardian, durante estes 12 anos a gata manteve-se na zona, sendo alimentada quer por visitantes, quer pelos trabalhadores do parque. Com o desaparecimento dos turistas, um empregado preocupado com o bem estar de Georgie descobriu as informações sobre os donos originais através do microchip com a ajuda de uma instituição de caridade animal.

Citada pelo jornal britânico, Amy Davies, a dona da gata, disse ter ficado “de coração partido quando o Georgie não regressou no nosso último dia no Loch Lomond. Foi uma agradável surpresa descobrir que ela não só está bem, mas que aparentemente tem tido uma boa vida a conhecer campistas”.

Porém, Georgie vão vai regressar à família. Entretanto, os Davies arranjaram outro gato, agora com nove anos. A gata vai, assim, continuar à espera de ser adotado num gatil de Glasgow.

“O meu instinto era saltar para o carro e ir buscar logo a Georgie, mas agora temos um gato de nove anos”, conta Amy. “Quando falei com o abrigo, soube que a nossa vida agora não serve para a Georgie, porque ela não gosta de animais e precisa de espaço para ir e vir”.

“É muito triste que, depois de todo este tempo, não estejamos reunidos, mas tenho de fazer o que é melhor para a Georgie”, afirma.

Lynsey Anderson, que trabalha no centro que acolheu o animal, afirma que “era evidente quanto ela queria vir e ver a gata, mas a sua preocupação com a felicidade da gata ficou bem patente”. “Estamos à procura de uma casa calma para a Georgie, onde possa ser a única gata, gozar do seu espaço e ter muito jardim para explorar. É uma gata amorosa e que gosta da companhia humana”.

Para esta especialista em gatos seniores, o exemplo de George mostra quão importante é ter a informação dos chips dos animais atualizada — é que mesmo já não estando o número de telefone ativo, foi possível enviar um email e uma carta para os donos, em Rochdale.

Em Portugal é obrigatório que os animais de companhia estejam “chipados”. O microchip deve ser colocado por um veterinário, tendo um número único, que remete para as informações do proprietário, num portal próprio para o efeito. Nessa plataforma, online, os donos dos animais podem também atualizar informação.

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