“O Centro do Património Mundial da UNESCO [Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura], enquanto Secretariado do Comité do Património Mundial, vai chamar a atenção do partido único da China para este facto”, respondeu a UNESCO numa carta divulgada hoje pelo Grupo para a Salvaguarda do Farol da Guia.

“Estamos muito gratos por a UNESCO tomar uma posição firme sobre os limites de altura dos edifícios em torno do Farol da Guia”, reagiu a associação, em comunicado.

Na carta endereçada na quinta-feira passada ao organismo da ONU, o Grupo para a Salvaguarda do Farol da Guia defendeu que a altura de um edifício inacabado na Calçada do Gaio devia “ser reduzida para 52,5 metros” em vez dos 82,32 metros atuais, “um compromisso assumido pelos governos da China e da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau] com a comunidade internacional e os cidadãos”.

A carta foi escrita depois de as autoridades de Macau anunciarem, no início do mês, mudanças ao prédio da Calçada do Gaio, realçando que “os proprietários introduziram alterações ao projeto do edifício (…) que poderão contribuir visualmente para efeitos de transparência e redução da volumetria, satisfazendo assim as exigências da (…) UNESCO”.

Por outro lado, o Grupo para a Salvaguarda do Farol da Guia também pediu à UNESCO que apele ao Governo de Macau para a realização “sem demora” de um “projeto urbano detalhado e um estudo de planeamento de conservação” para a Avenida Dr. Rodrigo Rodrigues”.

“O acompanhamento lento ou ineficaz da UNESCO já causou sérios danos à integridade visual e às principais linhas de visão do Farol da Guia. Um prédio novo, enorme e alto na Avenida Dr. Rodrigo Rodrigues bloqueou efetivamente a ligação visual entre a Guia Farol e Arco do Oriente, outro marco histórico de Macau”, realçou.

CAD (JMC) // VM

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