Tusk fez estas declarações depois de falar com May cerca de meia hora durante a reunião bilateral, à margem da cimeira entre a União Europeia (UE) e a Liga Árabe, na qual a responsável britânica lhe transmitiu a intenção de voltar a submeter a votação, no parlamento, um acordo para o "brexit" antes de 12 de março.

De acordo com fontes europeias citadas pela agência noticiosa EFE, a conversa centrou-se precisamente em "assuntos logísticos e de calendário", pois está a terminar o tempo para conseguir um ‘brexit’ com acordo antes de 29 de março, a data limite prevista.

"Não vamos discutir de novo até que apresente um texto que tenha o apoio do parlamento britânico", acrescentou à Efe uma outra fonte diplomática.

O primeiro acordo entre Bruxelas e Londres que May apresentou no parlamento de Londres não conquistou o seu apoio, pelo que os europeus não querem voltar a perder tempo com negociações.

Sobre a nova margem temporal que May deu para obter um “voto significativo" no parlamento, pronunciou-se o primeiro ministro austríaco, Sebastian Kurtz, defendendo que, se não conseguir um acordo com maioria até meados de março, deveria ser dada uma extensão ao ‘brexit’.

Dentro e fora do Reino Unido poucos acreditam que o ‘brexit’ com acordo seja possível sem extensões, o que May continua a recusar.

Por outro lado, se continuarem os adiamentos, o Reino Unido pode ser obrigado a celebrar, a 26 de maio, eleições para o Parlamento Europeu, pois, tecnicamente, continuará a ser membro da UE.

Londres e Bruxelas intensificaram os seus contactos nas últimas semanas para alcançar uma saída do Reino Unido da UE.

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