Com o objetivo de reforçar os laços que ligam a Universidade de Coimbra (UC) à China, “acaba de ser criada a Academia Sino-Lusófona”, anunciou hoje aquela instituição de ensino superior, referindo que esta estrutura vai ter como missão desenvolver estudos avançados e ações de formação “focadas nas relações entre a China, Portugal e os países de Língua portuguesa com foco na área jurídica, numa perspetiva interdisciplinar”.

O novo organismo terá sede no Colégio da Trindade (Casa da Jurisprudência) e tem a chefiá-lo o diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC), Rui de Figueiredo Marcos, e, como presidente honorário, António Pinto Monteiro, catedrático da mesma faculdade, referiu a UC, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Segundo a instituição, a academia vai estimular “o potencial existente de cooperação académica de alto nível, tem em conta o crescente interesse existente da RPC [República Popular da China] pelo direito português e dos países lusófonos e o potencial científico e relacional da Universidade de Coimbra”.

Este organismo irá organizar eventos científicos, gerir parcerias com entidades chinesas, promover a elaboração e publicação de estudos científicos (nomeadamente, em matéria de direito comparado chinês e português), realizar cursos em matéria de direito chinês ou português e desenvolver atividades de intercâmbio cultural, entre outras ações.

Na mesma nota, a UC sublinha que a criação desta academia surge na sequência de uma aproximação da instituição à China, que já se traduziu na criação do Instituto Confúcio da Universidade de Coimbra, um reforço de parcerias com instituições académicas chinesas e a criação de bolsas de estudo.

“A criação da Academia Sino-Lusófona é um marco importante no desenvolvimento das nossas relações com a República Popular da China, que já estão num nível sem igual num passado recente, fruto do investimento estratégico que temos feito. Esperamos criar à volta da Academia um conjunto de parcerias que marcarão o futuro das relações da UC e de Portugal com a China”, realça o reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva, citado na nota de imprensa.

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