"É um prémio pelo esforço, o esforço que marcou todo o governo de Santos. E mesmo que não tenha recebido o apoio da maioria da opinião pública o esforço ele fez", disse Vargas Llosa numa conferência de imprensa em Lisboa.

De acordo com o Nobel da Literatura o processo de paz avançou tanto na Colômbia que, acredita, vai continuar, até pelas reações positivas após o referendo que recusou o acordo.

O prémio foi hoje atribuído ao Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pelos seus esforços para pôr fim à guerra civil do país, que durou mais de 50 anos e matou pelo menos 220.000 colombianos, segundo o Comité Nobel norueguês.

O Governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) assinaram a 26 de setembro um acordo de paz histórico, prevendo a desmobilização dos 5.765 combatentes da guerrilha e a conversão das FARC em movimento político legal.

Para entrar em vigor, o acordo deveria ter sido aprovado pelos eleitores, uma consulta não obrigatória, mas desejada pelo Presidente colombiano.

No entanto, o "não" ganhou, com 50,21% dos votos, contra 49,78%, num escrutínio em que a abstenção atingiu os 62%.

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