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Venezuela: Camiões vindos do Brasil com ajuda internacional ainda não entraram no país

Este artigo tem mais de um ano
Dois camiões com ajuda internacional dos governos brasileiro e norte-americano ainda se encontram do lado brasileiro da fronteira com a Venezuela, em Pacaraima, testemunhou a agência Lusa na sequência de declarações da deputada venezuelana Yuretzi Idrogo.
Venezuela: Camiões vindos do Brasil com ajuda internacional ainda não entraram no país
EPA/Mauricio Dueñas Castañeda

"Estamos a aguardar para passar a ajuda humanitária. O povo precisa. Os venezuelanos estão a precisar disso hoje", disse à Lusa a deputada da oposição venezuelana.

Dezenas de venezuelanos aguardam na fronteira do Brasil com a Venezuela, à volta de dois camiões com bens alimentares e 'kits' de material médico e medicamentos.

Esta informação contradiz a avançada por Juan Guaidó, presidente interino da Venezuela, que anunciou através da rede social Twitter que o primeiro camião com ajuda humanitária proveniente do Brasil já tinha entrado na Venezuela.

Segundo a deputada Yuretzi Idrogo, os populares estão na linha divisória da fronteira a aguardar indicações de uma comissão de deputados que estão em Santa Elena Uairen a negociar com as autoridades venezuelanas a entrada dos camiões.

"Há pelo menos quatro bloqueios militares em Santa Elena e estamos a protestar aqui para passar com a ajuda", acrescentou.

A deputada também disse que os venezuelanos que cercam os dois camiões protestam contra os ataques ocorridos na sexta-feira, quando indígenas da tribo Pemon, que vivem perto da fronteira, se envolveram em confrontos com militares venezuelanos.

Dos confrontos resultaram dois mortos e 15 feridos, todos com ferimentos de balas. As vítimas faziam parte de uma comunidade indígena que defende a entrada de ajuda humanitária em território venezuelano.

Enquanto a deputada falava à Lusa era possível observar-se pelo menos 10 soldados venezuelanos a vigiar para tentar impedir a entrada na Venezuela a partir de áreas adjacentes à linha de fronteira, através de caminhos paralelos que existem na região e são usados por venezuelanos que tentam atravessar a fronteira, que foi encerrada sexta-feira por ordens do Presidente contestado Nicolás Maduro.

A entrada de ajuda humanitária, especialmente os bens fornecidos pelos Estados Unidos, no território venezuelano tem sido um dos temas centrais nos últimos dias do braço-de-ferro entre o autoproclamado Presidente interino, Juan Guaidó, e Nicolás Maduro.

O Governo venezuelano tem insistido em negar a existência de uma crise humanitária no país, afirmação que contradiz os mais recentes dados das Nações Unidas, que estimam que o número atual de refugiados e migrantes da Venezuela em todo o mundo situa-se nos 3,4 milhões.

Maduro encara a entrada desta ajuda humanitária como o início de uma intervenção militar por parte dos norte-americanos e tem justificado a escassez com as sanções aplicadas por Washington.

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