A Volta já não é o que era. Outrora uma prova que trazia equipas que preparavam a Vuelta, foi ultrapassada e agora não pode receber sequer equipas World Tour, ao contrário da Volta ao Algarve ou da Volta ao Alentejo. Apesar disto, o país continua com expectativa de ver os ciclistas a passarem, numa prova que inicia em Lisboa e termina num contra-relógio em Viseu.

As equipas

créditos: Cyclingpro/DR

São 6 as equipas portuguesas em prova: W52-FC Porto, Efapel, Rádio Popular-Boavista, LA Alumínios, Sporting-Tavira, Louletano-Hospital de Loulé. Juntam-se a estas 12 equipas estrangeiras, com a equipa israelita (Israel Cycling Academy) a ser a equipa mais reputada, por ser equipa Pro Continental (segundo escalão do ciclismo), enquanto que todas as outras são Continental (terceiro escalão do ciclismo). Entre as equipas estrangeiras, destaque para a Euskadi, a JLT-Condor, a Armee de Terre ou a Unieuro-Trevigiani. A Kuwait-Cartuchos.es traz os bem conhecidos Davide Rebellin e Stefan Schumacher. Rebellin, com 45 anos, conta com um grande palmarés, com vitória no trio das Ardenas (Amstel Gold Race, Fleche Wallone e Liège-Bastogne-Liège), no Tirreno-Adriático e no Paris-Nice, bem como uma vitória de etapa no Giro d'Italia, em 1996, onde andou 6 dias com a camisola rosa.

O Favorito

créditos: Facebook/W52 - FC Porto - Mestre da Cor/DR

Em condições normais, diríamos que o corredor "x" seria o favorito. E poderíamos fazê-lo agora mesmo, ao apontar Gustavo "Papá" Veloso como o grande favorito a vencer a Volta a Portugal. Mas sentimos que deveríamos colocar toda a equipa W52-FC Porto aqui, nesta categoria. Para além do espanhol, a equipa do norte conta com Amaro Antunes, Rui Vinhas, Ricardo Mestre, António Carvalho ou Samuel Caldeira. Uma equipa de luxo, que poderá estar para subir ao escalão Pro-Continental. A quantidade enorme de vitórias assusta de uma forma positiva, e começamos a perguntar-nos, no início de uma prova nacional, se "será desta que a W52-FC Porto não vence?". Um caso à parte.

Os candidatos

O principal concorrente à W52 seria Jóni Brandão, mas com a doença que o afetou, a Sporting-Tavira irá ter todas as suas atenções viradas para Rinaldo Nocentini, que fez pódio nos campeonatos nacionais de estrada italianos. A Efapel confia em Sérgio Paulinho e na sua experiência, a Louletano-Hospital de Loulé em Vicente de Mateos, a LA Alumínios em Edgar Pinto e César Fonte, e a Rádio Popular-Boavista conta com o trio composto por Rui Sousa, Filipe Cardoso e o também muito conhecido Igor Silin.

No que diz respeito a nomes de equipas estrangeiras, nomes como Ian Bibby e Brenton Jones (JLT-Condor), Jason Lowndes (Israel Cycling Academy), o sensacional João Almeida (Unieuro-Trevigiani), Garikoitz Bravo (Euskadi), Damien Gaudin e o irmão de Julian Alaphillippe, Bryan Alaphillipe (Armée de Terre).

Uma prova que já foi icónica, mas que perdeu o brilho nos últimos (largos) anos. É assim a Volta a Portugal em Bicicleta, com início esta sexta-feira.

Fair Play é um projecto digital que se dedica à análise, opinião e acompanhamento de diversas ligas de futebol e de várias modalidades desportivas. Fundado em 1 de Agosto de 2016, o Fair Play é mais que um web site desportivo. É um espaço colaborativo, promotor da discussão em torno da actualidade desportiva.

Davide Neves é o editor do Fair Play para o ciclismo, fazendo a cobertura da modalidade a nível nacional e internacional.

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