A segunda convocação, hoje anunciada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), decorrerá por “meios telemáticos” e tem como objetivo adiar o pagamento das obrigações em um ano, uma pretensão justificada pela SAD ‘azul e branca’ como se devendo à incerteza provocada pela pandemia de covid-19.

A emissão em causa, que vence já em 09 de junho próximo, é de 35 milhões de euros e tinha como pressuposto agora uma nova emissão, para seu pagamento, e um adiamento tem de ser aprovado em assembleia de obrigacionistas.

Em comunicado de 27 de abril, os ‘dragões’ explicam que o reembolso do empréstimo poderá ser executado antes de 09 de junho de 2021, tendo o adiamento como objetivo potenciar “o sucesso de uma emissão obrigacionista concretizada num cenário mais favorável”.

“O que faríamos normalmente seria o lançamento de um novo empréstimo obrigacionista no mesmo valor e com a mesma taxa [4,5%], que é bastante boa. Já fizemos sete e sempre tivemos procura bastante superior à oferta. [?] Mas entendemos que o momento é demasiado incerto para tentarmos essa operação”, explicou então Fernando Gomes, administrador financeiro daquela sociedade, em declarações ao jornal O Jogo.

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