O Benfica nunca se conseguiu superiorizar ao Gijon, aliás preferiu jogar de forma cerebral e em ataque organizado, e sempre que chegou à igualdade nunca soube guardar essa condição mais que um minuto.

Já as espanholas aproveitaram o fator físico e a aposta num contra-ataque mortífero para conquistar o quinto cetro da sua história. Com dois golos, praticamente a papel químico, Marta Gonzalez acabou por ser a figura das forasteiras.

Na véspera, o Benfica tinha eliminado as também espanholas do Voltregá, por 6-4, enquanto o Gijon tinha vencido as portuguesas do Stuart Massamá, por 7-4.

As comandadas de Ruben Muñoz entraram mais atrevidas no encontro, com o Benfica a não conseguir conquistar a posse de bola, e inauguraram o marcador aos três minutos por intermédio de Julieta Fernandez, numa jogada em que as 'encarnadas' perderam a bola no meio campo e não a conseguiram recuperar.

A jogar em casa e com o pavilhão praticamente esgotado, as comandadas de Paulo Almeida não desarmaram e chegaram à igualdade graças a um livre direto convertido por Marlene Sousa, na sequência de uma falta de Marta Gonzalez, que viu cartão azul, sobre Inês Vieira.

Melhores no ataque rápido [o Benfica preferiu apostar no ataque organizado], o Gijon voltou a adiantar-se no marcador, aos 10 minutos, graças ao golo de Maria Diez, jogadora que segundos depois fez falta na sua própria área, mas na tentativa de conversão da grande penalidade Macarena Ramos, que começou o jogo no banco, falhou o alvo e desperdiçou a oportunidade de igualar o encontro.

Na segunda parte, as pentacampeãs nacionais apostaram no domínio da bola e chegaram à igualdade com o golo da capitã Rute Lopes, aos 28 minutos, contudo no lance imediatamente a seguir as espanholas voltaram à condição de vencedoras com o remate de Marta Gonzalez.

A melhor jogadora de hóquei patins do mundo em 2016, Marlene Sousa, recolocou a igualdade no encontro (3-3), fazendo passar a bola pelo 'buraco da agulha', depois de contornar por trás a baliza de Elena Gonzalez.

Apostando em contra-ataques mortíferos, o Gijon selou o 4-3, novamente por Marta Gonzalez, aos 38 minutos, numa jogada a papel químico do 3-2, em que a espanhola aparece na cara de Maria Vieira e fez passar a bola no canto superior esquerdo da baliza.

Até ao final o Benfica tudo fez para contrariar o marcador, mas nunca se conseguiu impor à linha defensiva do Gijon e quando a conseguiu ultrapassar não conseguiu levar a melhor sobre a guarda-redes Elena Gonzalez.

Jogo no Pavilhão Fidelidade, no Estádio da Luz, em Lisboa.

Benfica - Gijon HC, 3-4.

Ao intervalo: 1-2.

Marcadores:

0-1, Julieta Fernandez, 03 minutos.

1-1, Marlene, 06 (livre direto).

1-2, Maria Diez, 10.

2-2, Rute Lopes, 28.

2-3, Marta Gonzalez, 29.

3-3, Marlene Sousa, 35.

3-4, Marta Gonzalez, 38.

Sob arbitragem dos italianos Massimiliano Carmazzy e Filippo Fronte, as equipas alinharam:

Benfica: Maria Vieira, Marlene Sousa, Inês Vieira, Rita Lopes e Rute Lopes. Jogou ainda Macarena Ramos.

Treinador: Paulo Almeida.

Gijon HC: Elena Gonzalez, Marta Gonzalez, Sara Gonzalez, Julieta Fernandez e Maria Diez. Jogaram ainda Sara Roces e Anna Casarramona.

Treinador: Ruben Muñoz.

Assistência: Cerca de 2.100 espetadores.


Última atualização às 19:49

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