Dezoito meses depois de ter aterrado em Londres para substituir o histórico Arsène Wenger, Unai Emery, técnico espanhol, foi despedido do banco do histórico clube inglês.

Um comunicado publicado no site do Arsenal confirma a separação entre os Gunners e a sua equipa técnica, acrescentando ainda que Freddie Ljungberg, antigo jogador do clube e ex-internacional sueco, tomará conta da equipa de forma interina.

No comunicado, Josh Kroenke falou em nome do Conselho de Administração do Arsenal e dos seus donos, a Kroenke Sports & Entertainment, agradecendo a "Unai e os seus colegas, que foram incansáveis nos seus esforços para trazer o clube de volta ao nível competitivo que todos esperamos e exigimos", desejando ainda sucesso no futuro, tanto ao treinador espanhol, como à sua equipa técnica.

A decisão, segundo o mesmo comunicado, foi tomada "devido aos resultados e performances não estarem ao nível exigido", acrescentando ainda que "a procura por um novo técnico está a decorrer e que será feito um novo anúncio assim que esse processo esteja completo".

Na sua primeira época ao serviço dos Gunners, Emery alcançou o 5.º lugar no campeonato e a final da Liga Europa, perdida para o Chelsea. Nesta época, contudo, o clube londrino tem estado um pouco abaixo das expetativas, somando apenas quatro vitórias em 13 jogos na Premier League, o que lhe confere o 8.º lugar na tabela classificativa, já a 19 pontos do Liverpool, líder da tabela.

Emery chegou ao Emirates Stadium proveniente do Paris Saint-Germain, onde em duas épocas venceu um campeonato (o outro perdeu para o Mónaco de Leonardo Jardim), duas Taças de França, duas Taças da Liga francesas e duas Supertaças daquele país. Antes disso, ao serviço do Sevilha, já tinha granjeado o estatuto de rei da Liga Europa, depois de vencer a competição por três vezes ao serviço dos andaluzes (uma delas frente ao Benfica de Jorge Jesus, nas grandes penalidades, na época de 2013/2014).

Nos últimos tempos, o português Nuno Espírito Santo já tinha sido apontado como possível sucessor do espanhol no comando técnico dos Gunners. De acordo com a BBC, o atual treinador dos Wolves (que ainda ontem empataram a três bolas em Braga, em jogo a contar para a Liga Europa) está na linha da frente para tomar as rédeas da equipa londrina.

Outro dos nomes avançados pela imprensa, nomeadamente pela Yahoo Sports, foi o de Massimiliano Allegri, sem clube desde que foi substituído por Maurizio Sarri no comando técnico da Vecchia Signora. De resto, o site desportivo já ontem confirmava que, caso não conseguisse assegurar a passagem à próxima fase da Liga Europa no jogo de ontem frente ao Eintracht Frankfurt (algo que não aconteceu, fruto da derrota por 2-1, em casa), Emery estaria em maus lençóis e tanto Allegri como Nuno Espírito Santo se perfilavam como soluções possíveis para o banco dos Gunners.

Ljungberg, o pronto-socorro surpresa

Freddie Ljungberg chegou ao Arsenal em 1998, proveniente do Halmstads sueco. Ao longo de nove épocas, foi um dos principais jogadores do clube londrino, um avançado irrequieto e também famoso pelos seus penteados coloridos. Depois de abandonar Londres (onde ainda passou uma temporada ao serviço do West Ham e foi considerado melhor jogador da Premier League em 2001), Ljungberg passou pelos EUA (Seattle Sounders e Chicago Fire), pelo Celtic de Glasgow, pelo Shimizu S-Pulse do Japão e pelo Mumbai City da Índia, antes de encerrar a carreira de jogador e ingressar na equipa de sub-17 do Arsenal.

O seu percurso de treinador, de resto, tem sido quase todo ligado às camadas jovens dos Gunners (passou também pelos sub-21 e sub-23), ainda que em 2016 tenha feito parte da equipa técnica do holandês Andries Jonker no Wolfsburgo, aventura que abandonou em setembro de 2017, fruto do despedimento do Jonker.

Não obstante os maus resultados neste início de época, Ljungberg vai pegar numa equipa recheada de estrelas mas que, nos últimos anos, não tem conseguido encontrar a melhor forma de contrariar o favoritismo e poderia de Liverpool e Manchester City. Contudo, nomes como Nicolas Pépé (que chegou ao clube neste verão a troca de 80 milhões de euros, naquela que é a transferência mais cara da história dos Gunners), Pierre-Emerick Aubameyang, Alexandre Lacazette ou Mesut Ozil mostram que o talento está lá. Resta saber se o treinador sueco vai conseguir fazer aquilo que Emery não conseguiu.

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