O plano divulgado hoje pelo organismo regulador do desporto automóvel contempla duas fases: até 2025, pretende que as corridas se tornem mais "sustentáveis", e, até 2030, ambiciona atingir a ‘neutralidade carbónica’.

"É um objetivo ambicioso, mas possível", indica a FIA, em comunicado.

A plantação de árvores é uma das medidas mais populares para compensar os malefícios das provas automobilísticas, mas a Fórmula 1 pretende alcançar o objetivo através da redução das emissões e do desenvolvimento de tecnologia mais amiga do ambiente.

"Ao lançar a primeira estratégia sustentável da F1, reconhecemos o papel fundamental que todas as organizações devem ter no combate a este problema global", disse o diretor-geral da Fórmula 1, o norte-americano Chase Carey.

O trabalho foi desenvolvido "ao longo dos últimos 12 meses", em colaboração com a FIA. Para além do desenvolvimento de ‘tecnologia verde’, a aplicar aos monolugares híbridos que atualmente são utilizados nas provas de Fórmula 1, a estratégia passa também por viagens e transportes "ultra eficientes", para além de "escritórios e fábricas" alimentados por energia 100% renovável.

A pegada ambiental da F1 em 2019 foi, segundo a FIA, de 256.551 toneladas de carbono emitido. Os motores dos monolugares foram responsáveis por 0,7% desse valor.

A logística que envolve o campeonato é responsável por 45% das emissões, seguida dos transportes aéreos e terrestres, com 27,7%, enquanto as infraestruturas e as fábricas são responsáveis por 19% das emissões.

Para tornar os Grandes Prémios sustentáveis já em 2025, a Fórmula 1 pretende banir o uso de plástico descartável e passar a usar materiais recicláveis ou compósitos.

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