O piloto da Mercedes, que ainda fez um pião na segunda de três fases da sessão, bateu mesmo o recorde do circuito britânico, com o tempo de 1.24,303 minutos, deixando o segundo classificado, o finlandês Valtteri Bottas (Mercedes) em segundo, a 313 milésimas de segundo, e o holandês Max Verstappen (Red Bull) em terceiro, já a 1,022 segundos.

Esta foi a principal nota dominante da jornada de hoje, a distância dos dois Mercedes face à concorrência.

Bottas ainda deu mostras de poder desafiar o companheiro de equipa e líder do Mundial, ao estabelecer o melhor tempo na Q2 (a segunda de três fases da qualificação), com um novo recorde do circuito britânico, onde Hamilton já venceu por seis vezes.

Enquanto Bottas fazia a melhor volta, Hamilton fazia um pião.

“Há uma grande diferença entre nós e o terceiro lugar, mas isso não interessa porque o Bottas fez um trabalho fantástico. Esta pista é incrível, com vento de frente, de traseira, ventos cruzados. A qualificação é uma questão de ir construindo confiança gradualmente e eu fiz um pião no terceiro setor. Mas já estava a sentir dificuldades no primeiro”, explicou Lewis Hamilton, que conseguiu a sétima ‘pole position’ em Silverstone.

Acossado pelo companheiro de equipa, o piloto britânico deu tudo por tudo na Q3, estabelecendo, por duas vezes, um novo recorde ao circuito, que já lhe pertencia desde o ano passado (na altura, com o tempo de 1.27,369), a mais de um segundo.

Bottas parece mesmo ser o único em condições de discutir a vitória, mesmo depois de ter sido batido na qualificação. “Ele fez um bom trabalho e mereceu a ‘pole’. O meu ritmo de corrida este fim de semana é bastante bom. As coisas estão em aberto”, frisou.

Desenganado parece estar já Max Verstappen, o melhor dos “outros”.

“Eles foram demasiado rápidos. Resta-nos fazer o melhor que pudermos e isso é a terceira posição. Não digo que vou lutar com eles, mas pelo menos temos uma hipótese”, disse, queixando-se do vento. “Os carros são mais largos e maiores e, por isso, mais sensíveis ao vento”, explicou.

Na quarta posição ficou o monegasco Charles Leclerc (Ferrari), a 1,124 segundos.

O britânico Lando Norris (McLaren) e o canadiano Lance Stroll (Racing Point) ocupam a terceira linha da grelha.

O alemão Nico Hulkenberg (Racig Point), chamado de urgência para substituir o mexicano Sergio Pérez, que testou positivo à covid-19, foi apenas 13.º classificado.

O GP da Grã-Bretanha é a quarta prova da temporada. Lewis Hamilton chega como líder do Mundial de pilotos, com 63 pontos, mais cinco do que Valtteri Bottas.

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