A Fórmula 1 está de regresso. O GP da Austrália, Circuito de Melbourne, percurso citadino de Albert Park, marca a estreia, no próximo fim de semana, do Mundial de 2019.

Lewis Hamilton, piloto britânico, cinco vezes campeão mundial de F1 (2008, 2014, 2015, 2017 e 2018) e campeão em título, e a Mercedes, que detém os últimos cinco títulos consecutivos nos Construtores, partem como os principais favoritos da temporada.

O novo carro, o W10 é esperança da escuderia alemã no hexacampeonato de construtores, o que lhe permitirá igualar o feito que a Ferrari conseguiu, entre 1999 e 2004, numa época dominada então pelo piloto Michael Schumacher (que conseguiu o pentacampeonato entre 2000 a 2014).

E é do Ferrari SF90 e de Sebastian Vettel, piloto alemão que se sagrou quatro vezes campeão do mundo, que surge a ameaça à hegemonia da dupla Mercedes-Hamilton. “É um novo desafio mas, pensando por toda a equipa, iremos tentar mudar a página, obviamente”, disse Vettel, na Austrália, na antevisão da temporada.

Muitas mexidas e jovens lobos à espreita

Num ano que mais parece ser o resultado de um agitado mercado de transferências futebolísticas, na grelha para 2019 composta por 20 pilotos e 10 equipas, apenas duas delas mantiveram ambos os pilotos: Mercedes (Lewis Hamilton e o finlandês Valtteri Bottas) e a Haas (o dinamarquês Kevin Magnussen e o francês Romain Grosjean), equipa patrocinada pela Rich Energy, bebida energética. Em situação oposta, quatro das dez equipas trocaram ambos: a Alfa Romeo (anterior Sauber), a McLaren, a Toro Rosso e a Williams.

Na mudança de volante destaque para o finlandês Kimi Raikkonen (piloto mais velho nas pistas, 39 anos) que trocou a Ferrari pela Alfa Romeo tendo Charles Leclerc ocupado o seu lugar, Carlos Sainz Jr. deixou a Renault e correrá pela McLaren, equipa de onde sai, por abandono da competição, o antigo campeão, o espanhol Fernando Alonso, e para as saídas de Daniel Ricciardo da Red Bull para a Renault (piloto australiano representado, este ano, pela CAA Sports na gestão total da sua carreira, a mesma empresa que gere a carreira de Cristiano Ronaldo), Pierre Gasly, da Toro Rosso para a Red Bull (agora com motor Honda) e de Lance Stroll, que trocou a Williams pela Racing Point (antiga Force India).

Nota ainda para os regressos à F1 de Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo), Daniil Kvyat (Toro Rosso) e de Robert Kubica (Williams), que se estreou em 2010, em Abu Dhabi mas que sofreu um acidente grave em 2011 ao volante de um carro de rally e para a estreia, na Austrália, na categoria máxima do automobilismo, de Lando Norris (McLaren), piloto mais novo em pista, com 19 anos, George Russell (Williams) e Alexander Albon (Toro Rosso).

Sabendo de antemão que se espera uma luta a dois – Hamilton e Vettel - os olhos de todos os aficionados de F1 vão estar atentos ao piloto holandês Max Verstappen, que aos 21 anos assume-se como chefe de fila da Red Bull.

Max que entra na terceira temporada completa com a equipa da bebida energética com a qual venceu cinco corridas desde sua estreia na equipa principal em 2016, é uma das atrações do Grande Circo. Ricciardo, especialista em ultrapassagens, Leclerc são outros dos jovens lobos que merecem a atenção dos amantes de F1.

China celebra milésimo GP

0 70º Mundial de F1 não apresenta alterações significativas a nível de calendário. Arranca na Austrália, o que sucede desde há 9 anos como a primeira das 21 provas previstas para esta temporada e termina no dia 1 de dezembro, em Abhu Dhabi.

Como nota estatística, o Grande Prémio da China, Circuito de Shangai (terceiro da temporada, a 14 de abril) será a milésima prova desta competição iniciada em 1950, no Circuito de Silverstone, na Grã-Bretanha, pista que, aliás, esteve nas cogitações da Liberty Media para receber a corrida nesse marco histórico.

As mudanças, essas, surgem, e de forma significativa, na aerodinâmica dos monolugares, com mexidas nas asas dianteiras e traseiras, alterações na DRS (Sistema de Redução de Arrasto) e nas entradas de ar laterais tendo em vista potenciar as ultrapassagens e diminuir a turbulência. Um facto que ganha especial importância uma vez que a volta mais rápida em corrida dará um ponto extra para a Classificação do Mundial.

Um novo modelo de capacetes, mais absorventes da energia dos impactos e mais resistentes à perfuração e luvas biométricas (para medir a pulsação e os níveis de oxigénio no sangue em tempo real) são outras das inovações que a FIA irá meter nas pistas.

O Circuito de citadino de Albert Park tem um perímetro de 5303 km num total de 58 voltas, o que perfaz 307,574 km. Michael Schumacher (Ferrari) detém a volta mais rápida (1m24.125s), conseguida em 2004.

Os primeiros Treinos Livres da temporada 2019 da Fórmula 1 arrancam na madrugada de sexta-feira em Melbourne).

Com a organização a dar conta do aumento a nível de audiências (490 milhões de espetadores, em 2018, um aumento de 10% face ao ano anterior), com Brasil (115 milhões de pessoas), China (68 milhões) e Estados Unidos da América (cerca de 35 milhões), em Portugal a temporada pode ser vista na RTL (no cabo), na televisão oficial da Fórmula 1 e na Eleven Sports.

Nota final para a morte de Charlie Whiting, o diretor de corridas da Fórmula 1 desde 1997. Aos 66 anos faleceu na sequência de uma embolia pulmonar na madrugada desta quinta-feira, três dias antes da primeira corrida do Mundial de 2019 da F1.

Pilotos e Equipas:

Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, Mercedes;

Sebastian Vettel e Charles Leclerc, Ferrari;

Max Verstappen e Pierre Gasly, Red Bull;

Daniel Ricciardo e Nico Hulkenberg, Renault;

Romain Grosjean e Kevin Magnussen, Haas;

Carlos Sainz e Lando Norris, McLaren;

Sergio Perez e Lance Stroll, Racing Point;

Daniil Kvyat e Alexander Albon, Toro Rosso;

Kimi Raikkonen e Antonio Giovinazzi, Sauber

George Russel e Robert Kubica, Williams.

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