A Liga MEO surf arrancou esta manhã perante cerca de uma centena de pessoas, entre surfistas, treinadores e familiares – a maioria utilizando os vários chapéus de sol colocados na praia pela organização da prova – mas também alguns, poucos, banhistas, que marcaram presença no areal do Cabedelo, observando o necessário distanciamento social.

Com a infraestrutura da prova reduzida ao mínimo, devido às regras sanitárias, sem, por exemplo, a área social onde os atletas convivem durante da prova, os surfistas optaram por se espalhar pela praia e espaços adjacentes.

Foi o caso de Frederico Morais, o único representante português na elite do surf mundial, que, na companhia de amigos, praticamente passava despercebido, sentado no passadiço de madeira sobre as dunas.

Questionado pela Lusa sobre que o que esperar da sua parte neste regresso à competição, ‘Kikas’ antecipou um surf “cheio de entusiasmo e cheio de vontade de voltar a competir”.

“Mas aqui nestas ondas pequeninas é complicado, não há muito surf que se possa fazer”, notou.

O único representante português no circuito mundial (WCT) teve uma autorização especial da Liga Mundial de Surf (WSL) para competir na Figueira da Foz.

“Óbvio que este [o nacional de surf] não é o meu foco mas é um ótimo inicio, nem que seja para ganhar algum ritmo, pôr o pé na prancha e dar alguma intensidade em termos de competição. Não posso antecipar grande coisa que não apenas a vontade de competir e de vestir uma ‘lycra'”, disse Frederico Morais, campeão nacional em 2013 e 2015.

Rever amigos, divertir-se e voltar a competir e às rotinas das provas foram motivos suficientes para convencer ‘Kikas’ a alinhar na prova, sem esquecer a ambição: “Uma pessoa se ganhar diverte-se sempre”.

O presidente da Federação Portuguesa de Surf (FPS) reconheceu que as condições do mar no Cabedelo, “com muito vento e o tempo desagradável”, não são as melhores.

“Esperamos que venham mais ondas, está um bocadinho escasso, mas é algo que é natural. Lidamos com a natureza todos dias, umas vezes há ondas, outras não e os surfistas têm de fazer o que houver, melhores ou piores. A vida deles é esta, fazer surf o melhor possível e lutar pelas classificações”, referiu João Aranha.

A ondulação “atingiu o pico esta manhã e agora é sempre a decrescer, o que nos deixa preocupados. Mas o que nos surpreende de forma muito positiva é que os surfistas estão a surfar bem as condições que estão e com um nível técnico bastante elevado”, argumentou o diretor da prova, Pedro Monteiro.

Se a praia não estava perfeita para o surf, também não estava para o negócio de António Maia, vendedor das bolas de Berlim que a mulher confeciona, uma das poucas pessoas a usar máscara de proteção facial em pleno areal.

“De manhã esteve fraco, de tarde é capaz de ser melhor. Mais banhistas do que surfistas era melhor para o negócio”, lamentou.

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