A vitória do piloto da Red Bull começou a desenhar-se nas ‘boxes’, quando os estrategas da equipa se aperceberam que conseguiam poupar os seus pneus comparativamente com o que acontecia com os Mercedes de Hamilton e do finlandês Valtteri Bottas.

Verstappen, que largou da quarta posição da grelha, terminou com o tempo de 1:19.41,993 horas e com 11,326 segundos de vantagem sobre Lewis Hamilton e 19,231 sobre Botas, terceiro classificado.

A primeira metade da corrida, quinta da temporada e disputada pela segunda semana consecutiva no traçado britânico de Silverstone, parecia encaminhar-se para mais um domínio da escuderia germânica.

Mas o desgaste excessivo dos pneus voltou a pregar uma partida à equipa campeã mundial, que se viu forçada a parar duas vezes depois de as borrachas do lado esquerdo dos seus monolugares sofrerem em demasia com a abrasão do asfalto.

Em sentido contrário, Verstappen, que hoje ultrapassou o próprio pai, Jos, em número de grandes prémios disputados na Fórmula 1 (106), conseguiu gerir o desgaste dos seus pneus.

De tal forma que, apesar de ter prevista apenas uma paragem, a equipa alterou a estratégia fazendo Verstappen, que já liderava devido às primeiras paragens, entrar para uma segunda mudança de pneus, à 32.ª volta, ao mesmo tempo que Valtteri Bottas, saindo das ‘boxes’ à frente do piloto finlandês e apenas atrás de Hamilton.

Os homens da Red Bull apostavam que o campeão mundial teria ainda de fazer uma segunda paragem, mesmo se tinha, nessa altura, 11 segundos de vantagem sobre o holandês.

E foi exatamente isso que aconteceu pouco depois, a 10 voltas do final, deixando Verstappen isolado na frente.

“Não esperava [a vitória] mas, depois da primeira paragem, vi que estávamos muito bem de pneus. Foi um resultado incrível”, sublinhou o vencedor, enquanto Hamilton lamentou as opções da Pirelli, que fornece os pneus.

O campeão mundial, que persegue em 2020 o sétimo título, ainda teve de ultrapassar Bottas para chegar ao segundo posto, mantendo uma liderança confortável no campeonato de pilotos (30 pontos).

“Foi inesperado ter problemas de pneus desta forma. Mas estou agradecido por ter conseguido terminar. Nunca tínhamos tido isto. A cada fim de semana aumentam as pressões dos pneus, de tal forma que parecem balões”, disse Hamilton, visivelmente agastado.

O piloto da Mercedes tem agora 107 pontos contra 77 de Verstappen, que destronou Bottas na segunda posição do Mundial. O finlandês tem agora 73.

O monegasco Charles Leclerc (Ferrari), que foi quarto, ocupa idêntica posição no campeonato, enquanto o companheiro de equipa, o alemão Sebastian Vettel, voltou a sofrer para terminar, apontando o dedo aos técnicos da Ferrari pelas dificuldades de afinação do seu monolugar.

A próxima corrida é o Grande Prémio de Espanha, em Barcelona, no próximo domingo.

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