O jogo da Jupiler Pro League, a primeira divisão da liga de futebol belga, entre o KV Mechelen e o Charleroi, tinha tudo para ser mais um jogo normal da jornada 14 do campeonato. Mas não foi.

O resultado, um 2-2 fechado ainda na primeira parte, poderia aliciar o espectador do desporto-rei para um resumo de jogo recheado de golos, mas, infelizmente, o encontro não ficou marcado pelo futebol praticado em campo, mas antes pelos cânticos racistas dirigidos pelos adeptos da casa à equipa visitante.

Durante o jogo, o médio Marco Ilaimaharitra alertou o árbitro para os cânticos que se faziam ouvir da bancada. No final do encontro, perante uma saudação fascista vinda da bancada, o jogador de Madagáscar, foi até à linha avisar o adepto em causa sobre o comportamento apresentado. Num momento de desentendimento, a tensão subiu de nível e Ilaimaharitra acabou por ver um cartão amarelo - o quinto esta época, que o impedirá de jogar na próxima jornada - e deixar os relvado em lágrimas.

No final do jogo, Karim Belhocine, treinador do Sporting Club Charleroi, reconheceu que estas "são situações que afetam um ser humano", assinalando, no entanto, que este não é um caso habitual na Bélgica.

Nas redes sociais, Andriatsima Ima, colega de equipa de IIaimaharitra, foi um dos primeiros a mostrar apoio ao jogador malgaxe, tal como Jérémy Morel do Rennes, que escreveu: "o meu pensamento está com o meu irmão IIaimaharitra e com todos os jogadores que ainda são vítimas de racismo primário em 2019. Não podemos deixar que os estádios sejam uma montra de ódio".

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