Cristiano Ronaldo já não está há dois anos. Neymar seguiu-lhe as pisadas. E Leo Messi ameaçou este verão, com estrondo, depois do desaire da Liga do Campeões diante o Bayern de Munique (8-2), dizer adeus à única Liga onde jogou.

A 90ª edição da LaLiga inicia-se hoje, no País Basco (15h00), na cidade de Eibar, com a equipa local a receber o Celta de Vigo. Uma jornada onde não entra Barcelona, Atlético Madrid e Sevilha, devido a terem disputado as fases finais da Liga de Campeões e Liga Europa e Real Madrid (adiou o jogo). E que era suposto arrancar ontem (Granada-Atlético Bilbao), o que não sucedeu devido ao braço de ferro entre a Federação Espanhola e a Liga sobre o calendário de jogos (a Federação quer concentração de jogos aos fins de semana, enquanto a Liga pretende jornadas alargadas a quatro dias de forma a maximizar as receitas televisivas)

As 38 jornadas da temporada 2020-2021, até ver sem público nos estádios, serão dominadas pelas incertezas do novo coronavírus, decorrerá debaixo de calendário assimétrico a terminar a 23 de maio de 2021, sem jogos, para já, às sextas-feiras e segundas (um juiz, em Madrid, decidirá a 6 de outubro).

São três os novos clubes - Cadiz, Elche e Huesca - Numa prova bipolarizadA entre Real de Madrid e Barcelona (dividem, entre si, 60 títulos nacionais), sofrendo, a espaços, interferências, nos últimos 20 anos, de Atlético de Madrid (duas vezes), Valência (17 temporadas atrás) e Corunha (20 anos).

Sem grandes contratações e ausência de apresentações galácticas até ao momento e, acima de tudo, a viver um período “entre a saída dos nomes grandes e a emergência das novas craques”, conforme descreveu Fernando Sanz, ex-jogador do Real Madrid e Málaga, e atualmente Diretor de Relações Institucionais da LaLiga, durante uma conversa com jornalistas pela Eleven Sports, detentora dos direitos de transmissão da LaLiga.

A passagem de testemunho das velhas guardas às novas estrelas é encarada, de forma natural, por Fernando Sanz. “Os ciclos começam e acabam”, disse, referindo-se a Ronaldo, um fantasma que paira ainda em Espanha.

O Diretor de Relações Institucionais da LaLiga tira da cartola os novos talentos que ameaçam explodir: Rodrygo (Real Madrid), Ansu Fati (Barcelona), Odegaard (Madrid), Kubo (Villarreal) e Kang-in Lee (Valência). Acrescentamos Isak (Real Sociedad), Koundé (Sevilha) e Unai Simón (Athletic Bilbao).

créditos: EPA/LUIS TEJIDO

“Não são jogadores espanhóis, mas são da formação dos clubes e que saem para as equipas principais”, destaca, abafando, de certa forma, a ausência das aquisições astronómicas que têm marcado os inícios de época em Espanha. Em especial no clube Merengue liderado por Florentino Pérez, apostado a construir um estádio único, quem sabe, para receber o próximo Galático: Mbappé.

Sanz deixa uma nota. “Espera-se muito dos jovens, futuras estrelas da competição. Mas é uma competição dura e as exigências física, concentração e mentalização podem afetar os jovens e aí entra a velha guarda”, garante.

Em relação às idades em campo, Fati é o mais novo jogador, 17 anos e Joaquim (Bétis), o mais velho, 39.

Os corredores por fora: Atlético, Sevilha e Bétis

Real Madrid, 34 títulos. Barcelona, 26. Essa é a pura realidade que a história da competição desvenda dos dois clubes de futebol mais valiosos do mundo em 2020, de acordo com o estudo anual da Forbes, e também de acordo com um estudo ainda mais recente da prestigiada consultoria especializada Brand Finance. Pelo segundo ano consecutivo o Real Madrid (avaliado em 1.419 milhões de euros) lidera este exclusivo ranking, enquanto o FC Barcelona (1.413 milhões de euros), treinado por Ronald Koeman, é segundo.

No entanto, sopra um vento de esperança no aparecimento de outras equipas capazes de se intrometerem no bolo dividido entre os blancos e os blaugrana.

“Devemos unir à equação do título, o Atlético Madrid, Sevilha e o Bétis, que se espera mais com (Manuel) Pellegrini”, referiu o embaixador da LaLiga. “Não será um passeio de Madrid e Barcelona”, acrescentou.

Dos três, o Sevilha de Lopetegui, vencedor da Liga Europa, competição que já venceu em seis ocasiões, tem estado ativo no mercado interno. Foi às compras aos dois monstros da capital (médio Óscar Rodriguez, ex-Real Madrid) e da cidade Condal (Rakitic, que regressa à Andaluzia vindo do Barcelona).

16 portugueses. João Félix e Trincão como cabeças-de-cartaz

São 16 os jogadores portugueses a vestirem a camisolas dos clubes da liga espanhola. Entre eles, para além de Gonçalo Guedes e William Carvalho, destaca-se Trincão (vindo do Braga para o Barcelona) e João Félix, o tal jogador 120 milhões de euros e que arranca para a segunda temporada depois de uma época marcada pelas lesões.

“Félix será um grande protagonista. Mas tens que trabalhar e ser constante. Se não o fores, passam-te por cima”, avisa. “Há muito talento, mas se não trabalhes, és a flor de um dia. Cristiano tem o amor-próprio de ser o melhor. E, por isso, é o melhor do mundo”, rematou.

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