Hamilton gastou 1:35.49,641 horas para cumprir as 60 voltas do GP de Eifel, no circuito de Nurburgring, onde hoje se disputou a 11.ª corrida da temporada, deixando o holandês Max Verstappen (Red Bull) a 4,470 segundos e o australiano Daniel Ricciardo (Renault), terceiro classificado, a 14,613 segundos.

Partindo do segundo lugar da grelha, Hamilton tentou atacar a liderança do companheiro de equipa, o finlandês Valtteri Bottas (Mercedes), logo na primeira curva, mas o autor da ‘pole position’ defendeu-se de forma musculada e aguentou o primeiro lugar até à 13.ª volta.

Nessa altura, falhou uma travagem e Hamilton aproveitou, com um toque entre os dois pelo meio.

Bottas viria a desistir pouco depois (foi a primeira vez que um Mercedes abandonou este ano), com problemas de motor no seu Mercedes, deixando a Verstappen o desafio de tentar contrariar o favoritismo do britânico.

Hamilton ainda ficou preocupado a partir da 44.ª volta, quando o compatriota Lando Norris (McLaren) abandonou com problemas de motor, forçando a entrada do safety car em pista durante meia dúzia de voltas.

“Os Red Bull estão muito mais rápidos. Tiveram uma hipótese no recomeço, mas consegui afastar-me”, comentou, no final, o campeão mundial, que conquistou a 91.ª vitória da carreira, sétima esta temporada.

O piloto britânico viria, ainda, a receber das mãos de Mick Schumacher, filho do piloto alemão, um capacete usado pelo pai durante a sua passagem pela Mercedes.

“Nem sei o que dizer. Quando crescemos a ver alguém que idolatramos, ver o domínio dele por tanto tempo? Nunca pensei sequer chegar perto dos recordes do Michael”, disse Hamilton.

Verstappen ficou em segundo e aproximou-se do segundo lugar de Bottas no campeonato, até porque somou um ponto extra pela volta mais rápida da corrida, festejada como se de uma vitória se tratasse.

O australiano Daniel Ricciardo foi terceiro e ofereceu à Renault o primeiro pódio desde o regresso da marca francesa à Fórmula 1 em 2016.

Este foi o primeiro pódio de Ricciardo desde a vitória no Mónaco em 2018, então pela Red Bull.

O sorriso estampado no rosto e audível na rádio ao cortar a meta tinham ainda outra razão de ser. No caso, uma aposta com o diretor desportivo da equipa, Cyril Abiteboul, que terá, agora, de fazer a sua primeira tatuagem, com uma imagem escolhida por Ricciardo.

“Terá de ser algo que eu gosto e com ligação à Alemanha”, frisou o australiano.

Dia histórico também para o finlandês Kimi Raikkonen (Alfa Romeo), que se tornou no piloto com mais corridas disputadas na história do campeonato. Hoje, foi a 323.ª, superando o brasileiro Rubens Barrichello, numa corrida em que terminou na 12.ª posição.

Com estes resultados, Hamilton alargou a vantagem no campeonato. Tem, agora, 230 pontos contra os 161 de Bottas, euquanto Verstappen é terceiro, com 147.

No Mundial de construtores, a Mercedes tem 391 pontos contra os 211 da Red Bull. A Racing Point é terceira, com 120.

A caravana do Mundial segue, agora, para Portimão, onde, no dia 25, se disputa o Grande Prémio de Portugal no Circuito Internacional do Algarve.

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