Apesar do confinamento em vigor devido ao alto contágio nas últimas semanas, são milhares os adeptos de Maradona a prestar-lhe uma última homenagem em dois lugares emblemáticos, no estádio onde foi campeão italiano em 1987 e 1990 e no bairro que tem vários murais em sua homenagem.

“Ninguém morre na Terra enquanto é recordado pelos vivos”, refere uma tarja ilustrada por uma escola infantil, junto a várias outras referências nas quais se destaca a de “rei”.

À entrada do estádio, que esta noite recebe, à porta fechada, o jogo da Liga Europa com os croatas do Rijeka, um grande cartaz com o rosto do argentino destaca-se entre as centenas de ‘tifosi’, que aplaudem e entoam o nome do seu ídolo.

‘El Pibe’ recebeu em 2017 a cidadania honorária de Nápoles e o atual autarca, Luigi de Magistris, já sugeriu mesmo rebatizar o estádio San Paolo com o seu nome.

“Mãe, sabes porque bate o meu coração? Porque vi o Maradona”, cantavam muitos dos que homenageiam o antigo futebolista que passou por Nápoles entre 1984 e 1991, tendo ganhado ainda a Taça UEFA em 1989, a Taça de Itália (1987) e a Supertaça (1990).

Velas, flores, objetos como chuteiras e sapatilhas, bandeiras da argentina, fotografias, cachecóis e muitos cartazes ajudam ao colorido deste dia triste para a cidade do sul de Itália.

“Obrigado por nos fazeres felizes” ou “Obrigado Jesus por nos teres dado o Diego (Maradona)” são outras das frases ilustrativas do amor que lhe era dedicado.

Esta noite, o Nápoles vai entrar em campo com a camisola 10 e ambas as equipas competirão com um fumo negro de luto, além de celebrarem um minuto de silencio, à semelhança do que já tinha acontecido quarta-feira nos jogos da Liga dos Campeões.

Maradona, considerado um dos melhores futebolistas da história, morreu na quarta-feira, aos 60 anos, anunciou o agente e amigo Matías Morla.

Segundo a imprensa argentina, Maradona, que treinava os argentinos do Gimnasia de La Plata, sofreu uma paragem cardíaca na sua vivenda em Tigre, na província de Buenos Aires.

A sua carreira de futebolista, de 1976 a 1997, ficou marcada pela conquista, pela Argentina, do Mundial de 1986, no México, e os dois títulos italianos e a Taça UEFA vencidos ao serviço dos italianos do Nápoles.

O Presidente argentino, Alberto Fernández, decretou três dias de luto nacional pela morte de Maradona, cujas cerimónias fúnebres vão decorrer até sábado, na Casa Rosada, a sede do governo do país.

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