Assim que o futebol começou a dar sinais de retoma, o clube anunciou também a contratação de 5 jogadores (Léo Sena, Alan Franco, Bueno, Keno e Marrony) com o novo diretor de futebol, Alexandre Mattos, famoso pelos seus trabalhos nos campeões Cruzeiro e Palmeiras. 

Mas como é que um clube que não passa por situação financeira confortável e que ficou na parte de baixo da classificação do ano passado consegue atrair um treinador de topo e fazer investimentos para sonhar mais alto?

A resposta passa pelos investimentos de um adepto. Rubens Menin, dono da construtora MRV e responsável por lançar a CNN Brasil, tem uma fortuna estimada em 1,1 biliões de dólares. É um atleticano fanático e o responsável pela atitude ousada no mercado de transferências.

De olho na inauguração do seu novo estádio, em 2023, o clube projeta o seu crescimento com base no apoio do mecenas, que não planeia lucrar com esta operação, apenas recuperar o valor investido com a venda de jogadores deixando o lucro todo para o clube.

Para sustentar o seu crescimento, Rubens cita o Porto como exemplo, por ter orçamento enxuto, competir com os rivais da capital de igual para igual e lucrar alto com a venda de jogadores jovens comprados baratos. 

Por outro lado, é uma das poucas oportunidades para clubes darem um salto de qualidade e, se bem estruturados, de faturação em pouco tempo. Se conseguir manter a política sob controlo, com o dinheiro dos seus adeptos ilustres e um treinador talentoso como Sampaoli, o Atlético-MG tem um cenário bastante positivo pela frente. Pode construir bases sólidas para este triénio que termina com a sua nova Arena, mas dando prioridade ao reforço financeiro para não ficar sem nada caso a torneira feche do lado do investidor. 

Como sempre no futebol, o risco de depender de fontes de dinheiro não recorrentes e da vontade de um investidor é grande. A diferença para os clubes com dono na Inglaterra e no Brasil, é que se está sempre à mercê da política interna dos clubes e das eleições dos novos conselheiros e diretores.

Outros exemplos já demonstraram a importância de ter um Plano B, como com Corinthians e Palmeiras, que desceram de divisão logo após o fim do investimento dos seus seus parceiros MSI e Parmalat, respetivamente. 

Em campo, Sampaoli terá a missão de reunir jovens talentos das canteiras do Galo com as novas contratações, todas com o perfil de possível retorno em vendas futuras, com exceção de Keno, e fazer um trabalho de mais longo prazo para tentar, aí sim, colocar o clube como um desafiante ao hegemónico Flamengo.

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