O ex-jogador e treinador, que estava sem clube desde que orientou o regresso do Gil Vicente à I Liga na época passada, foi assistido no local e transportado para o Hospital Pedro Hispano, mas acabou por não resistir.

Vítor Manuel Oliveira nasceu em 17 de novembro de 1953, em Matosinhos, e jogou no Leixões, Paredes, Famalicão, Sporting de Espinho, Sporting de Braga e Portimonense, entre 1970 e 1985, contribuindo para o regresso dos famalicenses à I Liga em 1977/78.

Um ano depois, o ex-médio assumiu as funções de treinador-jogador do Famalicão por dois jogos e efetivou a carreira nos bancos desde 1985, ao serviço do Portimonense, que se estendeu por mais de três décadas e incluiu 19 clubes do futebol português.

Vítor Oliveira contabiliza 18 presenças na I Liga, à qual regressou em 2019/20 para orientar o Gil Vicente, na sequência do ‘caso Mateus’ e a partir do Campeonato de Portugal, obtendo a 10.ª posição, com 43 pontos, 10 acima da zona de despromoção.

Os ‘galos’ foram o clube que o matosinhense orientou mais vezes na carreira, num total de três passagens distintas por Barcelos (1992-1995, 2001-2003 e 2019/20), que ajudaram a suplantar a marca dos 400 jogos como treinador principal na I Liga.

Após duas épocas iniciais em Portimão, onde voltou entre 2016 e 2018, o técnico ainda trabalhou na elite com Paços de Ferreira (1991/92), Vitória de Guimarães (1995/96), Sporting de Braga (1998/99), Belenenses (1999/00) e União de Leiria (2007/08).

Nesse trilho pelo escalão principal, assistiu às descidas de Académica (2003/04) e Moreirense (2004/05) à II Liga, patamar no qual escolheu trabalhar diversas vezes e ficou conhecido como o ‘rei das subidas’, ao festejar 11 promoções em 18 participações.

Vítor Oliveira foi seis vezes campeão dessa divisão (1990/91, 1997/98, 2006/07, 2013/14, 2016/17 e 2018/19), coordenador técnico no Leixões (2008/09) e estava longe dos relvados desde agosto, tendo optado pelo comentário televisivo nas últimas semanas.

A morte acontece na mesma semana em que o futebol português viu partir José Bastos, antigo guarda-redes do Benfica, e Reinaldo Teles, histórico dirigente do FC Porto, além da comoção mundial provocada pela morte do ex-futebolista argentino Diego Maradona.

(Notícia atualizada às 18:48)

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