Começa amanhã, 15 de outubro, o Nazaré Challenge, etapa portuguesa do circuito mundial de ondas grandes (Big Wave Tour) da World Surf League (WSL), que se realiza na Praia do Norte.

Até 31 de dezembro, ao sinal do comissário do circuito, Mike Parsons, responsável por avaliar o estado do mar e verificar as previsões da ondulação entre os 6 e 12 metros, altura em que as ondas são consideradas gigantes, os surfistas que entram nesta competição têm 72 horas para viajar até Portugal, entrar na água, remar e enfrentar as poderosas ondas do Canhão da Nazaré.

Entre os 24 inscritos na prova do circuito mundial (que arrancou no México, e terá ainda Havai e Portugal como palcos) constam Jamie Mitchell, vencedor em 2016 na etapa da vila piscatória, Kai Lenny, surfista havaiano vencedor da primeira etapa do circuito deste ano, Puerto Escondido, México, Garrett McNamara, Trevor Carlson ou Andrew Cotton.

A forte comitiva nacional para a etapa portuguesa é constituída por João de Macedo (3.º classificado no tour em 2016), surfista do circuito, António Silva (6.º, em 2016), Hugo Vau, Alex Botelho e Nicolau Von Rupp, sendo que estes três últimos participam a convite da organização, repetindo assim a presença de 2016.

A natureza é que manda. E o impacto económico é de 7,2 milhões

Este é o segundo ano consecutivo que o Canhão da Nazaré acolhe uma etapa do circuito mundial de ondas grandes. Com um retorno de 7,2 milhões de euros, valor indicado num estudo da World Surf League, o evento serve para “trazer dinamização à economia local e origina a promoção internacional da Nazaré”, afirmou Walter Chicharro, presidente da Câmara Municipal da Nazaré durante a cerimónia de abertura que decorreu na passada sexta-feira, dia 13 de outubro, no forte de São Miguel Arcanjo, na Praia do Norte.

Com o período de espera a começar este domingo, “é a mãe natureza que irá ditar quando é que se realiza”, adiantou Francisco Spínola, da WSL, recordando que no “ano passado foi perto do natal”.

João Macedo, surfista português do circuito mundial de ondas grandes define a Nazaré como um “campo de batalha”. Por seu lado, Hugo Vau, um conhecedor do famoso Canhão da Nazaré e Jamie Mitchell, vencedor do ano passado, estão de acordo em considerar que a onda é “o nível seguinte” e um “grande desafio” que os surfistas de ondas grandes têm de atingir.

Por fim, na apresentação do Nazaré Challenge 2017, Bill Sharp, WSL Big Wave Tour deixa um elogio: “a comunidade surfista mundial está ansiosa por vir surfar à Nazaré. As ondas, a comida e as pessoas... no ano passado foi uma marca no circuito”, concluiu.

[Foto: Pedro Mestre/WSL]

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