“Fiquei superfeliz por voltar aos nossos hábitos, às nossas rotinas. Para ser muito honesta, custou-me imenso. Parecia que já não me lembrava, uma coisa estranha de estar muito tempo sem surfar, a remar, foi estranho. A primeira vez que me coloquei de pé, caí. Mas aquela sensação foi ótima, incrível. Estou a voltar aos pouco e poucos ao meu ritmo”, confessou a bicampeã nacional em 2014 e 2015, em entrevista à agência Lusa.

Afastada do mar do Guincho durante “40 e tal dias”, o “seu local” mantém-se muito ventoso, com “boas ondas, correntes” e praticamente só com a presença de surfistas.

Contudo, o período que passou confinada em casa foi “bocado difícil”, mas, ao mesmo tempo, “divertido” para ‘Teresinha’, que acabou mesmo por fazer trabalho específico na piscina, na ausência das quatro horas diárias de treino no mar.

“Tentei abstrair-me um pouco a ver vídeos de surf e organizar as minhas fotografias, mas nada compensa as horas do surf. Fui várias vezes à piscina, levei umas pranchas, comecei a remar, fazer bicos de pato, para tentar voltar a lembrar aquele sentimento que temos do mar”, revelou à Lusa a 38.ª classificada do ‘ranking’ do circuito mundial de qualificação.

Sobre as regras de distanciamento social e as medias de proteção, a bicampeã europeia de juniores em 2016 e 2017 diz estar a tentar cumprir, reconhecendo que é mais fácil na água, onde “é cada um com a sua onda”.

“Acaba por ser um pouco difícil, porque as pessoas estão de volta ao surf. Temos estado todos com a devida segurança. Não estamos na água uns em cima dos outros e é cada um com a sua onda. Tenho vindo com um amigo, mas não no mesmo carro. Acho que acaba por ser perigoso se vier sozinha, ainda me acontece alguma coisa. Com as regras que nos pediram para cumprir, eu tento cumprir ao máximo”, justificou.

O regresso da competição “acaba por ser o menos importante neste momento”, mas Teresa Bonvalot não escondeu o seus objetivos.

“Ainda está tudo muito incerto, não se sabe nada. É um pouco ingrato. Estamos habituados a ter as provas marcadas, a praticar, a trabalhar para cada uma delas e isto é uma questão muito maior a nível global”, observou.

Para a atleta, de 20 anos, a modalidade “é de altos e baixos e nem sempre vai para lado desejado”, porém o “objetivo enquanto surfista “é juntar-se à elite do mundial e tornar-se uma vez campeã do mundo”.

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