"A minha ideia foi sempre que eu, como presidente, não queria outro treinador. Estava certo de que ele teria sucesso. O ponto atual? O Sérgio tem contrato até ao final da época. É minha intenção e a dele renovar. Ele entendeu que nesta altura quer estar focado na ‘Champions’, mas tenho a certeza de que, antes do final da época, faremos um novo contrato. Ele é uma peça importante no projeto. Há quatro anos, poucos acreditavam. Eu acreditava cegamente e continuo a acreditar que podemos fazer muito mais", garantiu Pinto da Costa.

Em entrevista ao Porto Canal, o presidente dos ‘dragões’ falou ainda do abraço a Sérgio Conceição no final do jogo com a Juventus, em Turim, depois de o FC Porto ter garantido a passagem aos quartos de final da Liga dos Campeões.

"Simbolizou o meu agradecimento ao Sérgio. É um gesto para o compensar da perseguição que lhe é movida. Foi um abraço que se estendeu também aos jogadores", disse.

Pinto da Costa revelou ainda que a renovação de contrato com Otávio está muito perto de acontecer e que os ‘dragões’ também pretendem prolongar o vínculo com Marega, mas há dificuldades em negociar, porque, segundo o presidente, o empresário do maliano está com dificuldades em viajar para Portugal.

"No início da temporada havia quatro jogadores importantes com contrato a terminar: Pepe, Sérgio Oliveira, Otávio e Marega. Decidimos que queríamos continuar com os quatro. O primeiro a renovar tinha de ser o Pepe, pelo que significa para o FC Porto. Podia ter ido auferir três vezes mais e veio por paixão. Entendi que tinha de ser o primeiro e foi, renovou por dois anos. Tem provado nos últimos jogos que, se calhar, ainda vamos renovar outra vez. Com 38 anos, ainda correu mais de dez quilómetros no jogo com o Paços de Ferreira”, disse.

Pinto da Costa lembra que também Sérgio Oliveira já renovou contrato e que, em relação a Otávio, os responsáveis portistas estão “em conversações diretas com os empresários e perto de chegar a acordo”.

“[Otávio] Está preso por detalhes. Com o Marega já comunicámos que estamos interessados em renovar e esperamos pelo empresário, que tem tido dificuldade em arranjar voo, por causa da pandemia. Não há prazos, é quando o empresário puder vir. Aí negociaremos", disse o líder portista.

Pinto da Costa diz que FC Porto pode ganhar Liga dos Campeões

Pinto da Costa admitiu hoje que o FC Porto, depois de ter eliminado a Juventus nos oitavos de final da Liga dos Campeões de futebol, pode agora chegar à final e vencê-la.

"Depois de ter eliminado a Juventus, o FC Porto pode ir à final e ganhá-la. É o meu desejo e esperança, acredito que é possível. Acreditava em 1987 quando ninguém acreditava, o Artur Jorge foi contagiado e passou a acreditar. No futebol não há vinganças. Tirando a final de 1984 com a Juventus, de resto participámos em mais sete finais e ganhámos todas. Seja qual foi o adversário queremos ganhar", disse em entrevista ao Porto Canal.

Questionado sobre se o desempenho na Liga dos Campeões poderá salvar a época, o presidente foi perentório.

"A ‘Champions' não salva face a ninguém. A acontecer um percurso como o nosso, é uma mais-valia, porque é a maior prova de clubes do mundo e em que todos querem participar. Nos quartos de final são oito equipas no meio de centenas. O FC Porto entra em tudo para ganhar, mas não entra sozinho e neste momento foi eliminado da Taça de Portugal com fatores que não foram normais, está em segundo no campeonato, mas matematicamente ainda pode chegar ao primeiro e tem acesso à ‘Champions’. Estamos a encarar a ‘Champions' como sendo dos poucos que ganharam duas vezes e querem ganhar a terceira", admitiu ainda.

Sobre o campeonato, Pinto da Costa disse que o segundo lugar não é objetivo e garantiu que todos acreditam que ainda pode ser possível alcançar o primeiro lugar.

"As condições são ganhar os jogos que nos faltam e esperar os resultados dos outros. Ganhando os nossos garantimos o segundo lugar, que não é nunca o objetivo, mas garante a presença na ‘Champions' no ano que vem. Enquanto matematicamente for possível, a equipa entra a pensar no primeiro lugar", disse.

O presidente dos FC Porto voltou a abordar a questão da ausência de público nos estádios e referiu que esse assunto "é incompreensível".

"A ausência do público é incompreensível. É inexplicável que tenha havido público nas touradas, espetáculos de humoristas e o futebol que é um deporto ao ar livre, com estádios com capacidade para 50 mil pessoas, não pode ter 10 ou 20 mil pessoas. Há camarotes que são de famílias, e não os podem usar. Podem estar em casa juntos a ver o futebol, mas no estádio, que é ao ar livre, não podem. É areia a mais para a minha camioneta", lamentou.

Pinto da Costa abordou ainda a situação da equipa B que ocupa o último lugar da tabela classificativa da II Liga portuguesa de futebol, correndo o risco de descida.

"Disseram-me que havia vários complôs para que o FC Porto B descesse. E apresentaram várias teorias. Uma delas é que a federação tinha interesse que descesse. Isto porque indo para a III divisão os jogos davam no Canal 11. E outra teoria que era um complô da APAF. Não acredito num nem noutro. O que disse à pessoa com quem falei foi que não acredito", começou por dizer.

O dirigente garante que não acredita em "complôs" e fala em "incompetência" da arbitragem.

"Mas o que é certo é que domingo após domingo, o FC Porto perde pontos apenas por responsabilidade dos árbitros. Se não for esses dois complôs, diga por que é, disseram-me. Em bruxas não acredito, milagres só em Fátima e raramente. O último jogo em Chaves, o FC Porto B faz o golo da vitória faltavam três minutos para o fim, mas foi anulado por um fora de jogo que não existiu. Foi a pensar no complô da APAF? Não. Foi a pensar no complô da Federação? Não. Foi por incompetência, incapacidade? Se calhar foi. Milagre não foi, em bruxas não acredito", finalizou.

FC Porto vai recorrer de castigo a Alarcón e mantém aposta no ciclismo

O presidente do FC Porto garantiu hoje que o clube vai recorrer da suspensão do espanhol Raúl Alarcón, por quatro anos por doping, e afirmou que vai manter a aposta no ciclismo, apesar da polémica.

Pinto da Costa esclareceu as circunstâncias em que o ciclista espanhol da W52-FC Porto teve um controlo positivo e negou que este estivesse dopado nas Voltas a Portugal que venceu.

"O ciclista é espanhol e quando veio o inquérito entregou o assunto a um advogado espanhol. Quando saiu esta notícia eu e o senhor Quintanilha, da W52, contactámos o advogado e demos conhecimento do que tinha sido decidido. Na quinta-feira ele chega ao Porto e na sexta vai reunir connosco, porque vamos recorrer da decisão até onde for possível, mesmo nos tribunais internacionais", começou por referir o presidente em entrevista ao Porto Canal.

Pinto da Costa garantiu que Alarcón “não estava” dopado quando ganhou as Voltas de 2017 e 2018, lembrando que “em todas as etapas fez controlo e em nenhuma acusou positivo” e “sempre negativo”.

“Teve um desastre que foi conhecido, em que ficou maltratado e foi operado. Nessa operação tomou medicação que, se estivesse a correr, não podia... A W52 comunicou isso aos organismos. O que foi acusado é que o seu boletim biológico acusou alterações, mas não dizem se foi doping ou se foi fruto dos remédios que tomou por causa da operação. Vamos recorrer até às últimas consequências para defender a honra dos ciclistas e da equipa", reforçou.

Pinto da Costa garantiu que, apesar de toda a polémica, a aposta no ciclismo é para manter.

"Vamos continuar no ciclismo. O problema é que a W52, em oito anos ganhou oito voltas. O grande negócio das farmácias na Volta a Portugal é a venda de Rennie", concluiu.

[Notícia atualizada às 06:45]

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