“Decidi-o para agradecer os 120 anos, não desta direção só, mas de todas as direções, de todos os dirigentes, de todos os atletas e todos os milhares ou mesmo milhões de portugueses que assistindo, competindo, acompanhando ou apoiando o ciclismo deram e vão continuar a dar um contributo para um Portugal melhor”, justificou.

Na gala comemorativa dos 120 anos da União Velocipédica Portuguesa - Federação Portuguesa de Ciclismo, que decorreu em Lisboa, o chefe de Estado salientou que o ciclismo é das “realidades mais populares entre as desportivas e não desportivas”.

“Não deve haver criança ou um jovem portugueses desde os anos 50 ou 60 do século passado que não tenha na sua memória uma bicicleta. Ou a sua, ou a de um familiar ou de um amigo. Mesmo hoje em que o uso mediático se alargou ilimitadamente, a bicicleta continua a acompanhar a vida de muitas crianças”, defendeu.

O chefe de Estado recordou a sua própria experiência pessoal: “Confesso-vos que tive uma bicicleta muito tarde, o que devo à forretice da minha mãe, só aos nove anos de idade, e que ela fez parte da minha vida, dos meus tempos livres e férias até aos 17 anos."

Marcelo Rebelo de Sousa confessou-se “fanático” da Volta a Portugal em bicicleta desde os seis anos, dizendo que conhecia “todos os ciclistas”.

O chefe de Estado atribuiu ao ciclismo “uma das poucas ligações existentes entre todo o Portugal” no século passado, com um papel de coesão social “entre classes e entre territórios” e até de “transformação social”.

“É um desporto profundamente democrático”, afirmou, salientando que foi um desporto de massas antes do futebol.

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