CDUL e Agronomia defrontam-se hoje na final da Divisão de Honra, o principal escalão do râguebi português. O encontro está marcado para as 17H00, no Campo de Honra do Jamor.

Com a decisão do campeão a sair de uma final, modelo instituído desde a época 2005-2006, esta a sexta vez que os dois clubes marcam presença no jogo que decide a época desportiva, naquela que é a 58.ª edição do campeonato.

E se para o CDUL será a sexta final consecutiva (venceu duas e perdeu três contra o Direito), o XV da Tapada regressa ao palco onde esteve pela última vez em 2012, ano em que, curiosamente, defrontou e perdeu diante o mesmo adversário, o CDUL.

O modelo competitivo – campeão a sair de uma final – foi um dos temas abordados por treinadores e capitães durante a apresentação da prova, que decorreu no Hotel Jerónimo 8, em Lisboa.

Frederico Sousa, treinador da Agronomia, equipa que terminou a fase regular em 1º lugar com 79 pontos, afirmou que “Portugal gosta de copiar modelos, mas copia meios modelos”, mostrando-se crítico à decisão do campeão sair de um jogo. “Clubes e Federação devem dialogar”, disse. Reconhecendo que são “jogos diferentes em que se põe tudo em causa numa época, este é campeonato que temos. Umas vezes dá para o nosso lado, outras vezes para outro lado. Vamos para a final, vamos confiantes”, sublinhou.

António Duarte, capitão dos agrónomos, fez questão de recordar se o campeão saísse da pontuação da época regular do campeonato “éramos campeões” pelo que “é injusto um campeonato terminar desta forma. É um trabalho de uma época inteira e não só um jogo (Taça de Portugal e Supertaça)”, lamenta. Compreendendo a “vertente promocional”, deixa uma sugestão da realização de uma final-four. “Sabemos o que nos custou perder várias finais (4)”. Sobre a fase regular, o capitão do XV da Tapada foi esclarecedor. “Foi uma surpresa para muita gente mas não para nós. Sabíamos do nosso valor”.

Do lado do CDUL, equipa que terminou na fase regular em 3º lugar com 66 pontos, o treinador Jack Parrer, tocou igualmente na fórmula do modelo competitivo. “É conhecida desde início pelo que só temos que nos preparar da melhor forma”. Numa época em que os universitários “não estiveram tão bem” na fase regular, o timoneiro do CDUL adiantou que “fez rodar jogadores em várias posições dando assim profundidade e flexibilidade ao plantel”. Em relação ao jogo de hoje “é uma grande oportunidade para os dois clubes e um grande dia para a sua base de apoio de adeptos” e em que no campo haverá “muita experiência e jovens que terão oportunidade para mostrarem o que fizeram ao longo da época”, frisou.

Na conclusão, João Lino, recordou igualmente “finais perdidas” após terem “dominado a fase regular”. Para hoje, no Jamor, palco da final, diz que a equipa “está preparada e confiante”

Agronomia pode sonhar com o pleno da época

Depois de ter conquistado a Supertaça (que diz respeito à época anterior), a Agronomia disputa hoje a final da Divisão de Honra. E está na final da Taça de Portugal. Sobre essa realidade, Frederico Sousa é lapidar. “Até agora ganhamos a Supertaça. As outras duas estão em aberto. Pode ser uma época ótima para a Agronomia”.

“As finais são sempre finais. É positivo a equipa estar no topo a disputar finais. E isso é fruto de um ambiente positivo que vivemos. Sem tal não se conseguiria chegar aqui e ter resultados”, concluiu.

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