Notícia atualizada às 11:58 de terça-feira, dia 27 de abril. 


De acordo com a TVI24, o repórter de imagem Francisco Ferreira foi agredido na segunda-feira à noite, no exterior do estádio em Moreira de Cónegos, no final do jogo do FC Porto contra o Moreirense.

Nas imagens, é possível ver o presidente do Futebol Clube do Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, a abordar os jornalistas. De seguida vê-se um indivíduo a dirigir-se a um repórter de imagem, que se encontra atrás, acabando por ameaçá-lo e agredi-lo, fazendo com que o repórter deixe cair a câmara.

Segundo a informação avançada por vários órgãos de comunicação, o agressor é o empresário e agente Pedro Pinho, que terá sido identificado pela GNR. No entanto, apesar de ser próximo do clube, não tem ligações diretas com o mesmo.

O jornalista Vítor Pinto da TVI explicou posteriormente na TVI24 o que se passou e frisou que o repórter de imagem podia ter-se magoado com outras consequências e que houve prejuízos materiais.

A mesma fonte adiantou igualmente que Vítor Baía, "de forma diplomática", pôs-se à disposição para "acudir no que fosse necessário" e dizer que o autor também já estava arrependido e que gostava inclusivamente de pedir desculpa.

Durante as suas declarações, o jornalista afirmou que "naquela altura" houve logo uma tentativa de dissuasão sobre a possibilidade de ser apresentada uma queixa na polícia — intenção que a TVI, de acordo com Vítor Pinto, mantém.

Vítor Baía indicou também que Pinto da Costa, quando se dirigiu ao repórter de imagem, não pretendeu ter uma atitude de intimidação, tendo-se aproximado apenas no sentido de uma quase "brincadeira".

O Conselho de Redação da TVI, em comunicado, repudia "veementemente as agressões" e lembrou que o que se passou no no Parque Desportivo Comendador Joaquim de Almeida Freitas na segunda-feira constitui "crime " e é uma situação que limita os "direitos previstos na Constituição: o direito de um jornalista a trabalhar em Liberdade e sem condicionalismos e, por consequência, o direito de cada cidadão a ser informado".

"Nada, mas nada, muito menos os ânimos exaltados que marcam um final de um campeonato de futebol, justificam atitudes como a que se verificou esta segunda-feira", salienta o Conselho na nota em que espelha o seu posicionamento no incidente.

FPF e Liga condenam agressão 

"A FPF condena de forma veemente a agressão de que foi vítima um repórter da TVI depois de concluído o jogo entre Moreirense e FC Porto, na segunda-feira à noite. Os espetáculos desportivos devem ser momentos de celebração da paixão pelo jogo e locais em que todos podem exercer as suas funções em liberdade e de forma segura", lê-se na nota de imprensa, enviada à agência Lusa.

"A esta condenação pública, junta a FPF uma mensagem de ânimo e solidariedade ao repórter da TVI, extensiva a todos os profissionais da comunicação social", rematou a Federação.

A Liga Portugal, em comunicado enviado às redações, frisa que "repudia os atos sucedidos" e que "é o futebol" que fica a perder.

"A Liga Portugal apresenta uma palavra de solidariedade ao repórter de imagem da TVI, Francisco Ferreira, que estava em trabalho no Parque Desportivo Comendador Joaquim de Almeida Freitas, repudiando esta e qualquer agressão verbal ou física contra elementos da Comunicação Social, que ocorram nos estádios ou nas imediações dos mesmos", argumenta a liga.

"O Futebol deve ser um local de festa, mesmo numa altura crucial da época e em que as emoções estão mais fortes do que nunca. Apelamos a todos que mantenham a serenidade nas jornadas que faltam para terminar os nossos campeonatos. É o Futebol quem pode perder com atos irrefletidos", termina.

Sérgio Conceição foi expulso já depois do apito final por protestos para com o árbitro da partida, Hugo Miguel.

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