"A decisão de Washington de os incluir na lista e a nossa posição sobre o assunto não tem nada que ver com os Jogos Olímpicos de PyeongChang", disse à agência espanhola EFE um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul.

Seul acredita que a medida anunciada na segunda-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderá ajudar a aumentar a pressão e as sanções sobre o regime de Kim Jong-un e a conseguir uma "solução pacífica" quanto ao desafio nuclear lançado por Pyongyang, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul

A inclusão da Coreia do Norte na lista dos países patrocinadores do terrorismo, de onde foi retirada em 2008 para avançarem as negociações para abandonar o nuclear, será acompanhada por novas sanções que o Departamento do Tesouro planeia emitir hoje.

Donald Trump justificou este regresso da Coreia do Norte à lista dos países patrocinadores do terrorismo como uma forma de aumentar a pressão contra o programa nuclear norte-coreano.

"Além de ameaçar o mundo com a devastação nuclear, a Coreia do Norte apoiou de forma repetida atos de terrorismo internacional, incluindo assassínios em territórios estrangeiro”, declarou na segunda-feira, em Washington, o Presidente dos Estados Unidos.

Trump referiu especificamente o caso do estudante norte-americano Otto Warmbier. O estudante foi detido por Pyongyang e acabaria por morrer em junho, já no seu país, para onde foi repatriado em coma.

Em fevereiro último, a Coreia do Sul tinha pedido aos Estados Unidos que voltassem a incluir Pyongyang na lista negra devido ao assassínio, na Malásia, de Kim Jong-nam, irmão mais velho do líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Embora tenha optado por uma posição mais dura contra o Norte, em consonância com Washington, o governo sul-coreano defendeu a participação do país vizinho no evento olímpico que vai decorrer em PyeongChang (leste de Seul) entre fevereiro e março do próximo ano.

Os organizadores até deram como certo que os atletas norte-coreanos participarão dos Jogos Olímpicos de Inverno e disseram que há "sinais" nesse sentido.

A Coreia do Norte, no entanto, manteve-se em silêncio sobre a participação dos dois patinadores artísticos Ryom Tae-ok e Kim Ju-sik, os únicos atletas norte-coreanos que se qualificaram para PyeongChang 2018.

Ambos os países permanecem tecnicamente em guerra, uma vez que o conflito com que se confrontaram entre 1950 e 1953 foi encerrado com um cessar-fogo e não com um tratado.

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