Fonte da MAG disse à agência Lusa que a reunião da tarde de hoje serviu para acertar “ao pormenor” com os funcionários do Sporting - responsáveis pela realização das assembleias-gerais do clube - e com as forças de segurança, designadamente a Polícia de Segurança Pública, a organização da Assembleia Geral de 23 de junho, na qual um dos pontos a votação é a destituição do Conselho Diretivo liderado por Bruno de Carvalho.

A mesma fonte sublinhou que “está tudo preparado e que estão criadas todas as condições de segurança e de organização para que os sócios possam exercer com garantias” o seu direito de escolha, deixando um apelo à participação de todos os associados do clube, que poderão “livremente e em segurança expressar as suas ideias e o seu sentido de voto”.

Ainda de acordo com a mesma fonte foi tudo "estudado minuciosamente para que os sócios possam intervir e votar de forma expedita".

A crise institucional no clube desencadeou-se após as agressões sofridas por vários elementos do plantel e da equipa técnica em 15 de maio, na Academia do Sporting, em Alcochete, levadas a cabo por cerca de 40 pessoas encapuzadas, dos quais 27 foram detidos e ficaram em prisão preventiva.

Depois destes acontecimentos, a maioria dos membros da Mesa da Assembleia Geral (MAG) e do Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD) e parte da direção apresentaram a sua demissão, defendendo que Bruno de Carvalho não tinha condições para permanecer no cargo.

Após duas reuniões dos órgãos sociais, o presidente demissionário da MAG, Jaime Marta Soares, marcou uma Assembleia Geral para votar a destituição do Conselho Diretivo (CD), para 23 de junho e criou uma comissão de fiscalização para evitar o vazio provocado pela demissão da maioria dos elementos do CFD.

O CD, que não reconhece legitimidade a esta decisão, criou uma comissão transitória da MAG, que, por sua vez, convocou uma AG ordinária para o dia 17 de junho, para aprovação do Orçamento da época 2018/19, análise da situação do clube e para esclarecimento aos sócios, e marcou uma AG eleitoral para a MAG e para o CFD para o dia 21 de julho.

Dando provimento a uma providência cautelar interposta pela MAG, o Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa considerou ilegal a comissão transitória da MAG nomeada pela direção do Sporting, bem como as reuniões magnas por esta marcadas.

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