“Este é um dia histórico para o futuro do Belenenses”, disse Patrick Morais de Carvalho, presidente do Clube de Futebol “Os Belenenses” após a escritura pública realizada hoje e que confere ao Lidl, no âmbito da requalificação do complexo Desportivo do Estádio do Restelo, o direito de superfície, por 50 anos, de uma parcela de terreno no topo sul do estádio, para a construção de uma nova loja.

Ao lado do famoso banco onde foi fundado o clube, no Jardim Afonso Albuquerque, em Belém, a 23 de setembro de 1919, por Artur José Pereira e os Rapazes da Praia, o líder do emblema centenário garantiu que o negócio permitiu aos azuis do Restelo “pagar a dívida de 5 milhões de euros ao ex-Banif, levantar as penhoras que estavam registadas sobre o Estádio do Restelo” e ter a “situação perante a Autoridade Tributária e a Segurança Social completamente limpa” garantiu, após concretizar o pagamento de 260 mil euros à Segurança Social, valor que estava por liquidar desde 2014. “Devemos zero”, reforçou.

Fica assegurada “a sustentabilidade financeira, o que para um clube de futebol é extraordinário, para mais numa altura em que se ouve histórias complicadas, de norte a sul do país”, acrescentou Patrick Morais de Carvalho. Músculo financeiro que advém de diversas fontes. “A Repsol, o Lidl e o Bingo e outras concessões que o clube tem, têm que gerar receitas para financiar a atividade desportiva do clube”, referiu à margem do evento.

A modernização do complexo desportivo será “determinante e vital para manter o ecletismo”, por um lado, e “devolver o Belenenses à 1.ª Liga”, que é “a grande tarefa” que tem pela frente, adiantou. “Queremos chegar rapidamente a 1ª Liga, daqui a três ou quatro anos. É difícil imaginar uma 1.ª Liga sem o Belenenses”, reforçou, competição à qual acredita que quando garantir a presença, “vamos estar mais fortes que a generalidade dos clubes em Portugal. Porque estamos limpos”, garantiu.

As apostas e ambição dos homens do Restelo não se ficam por aqui. “Está contemplado um novo pavilhão, dois campos de futebol. Em cada parcela vamos desenvolver projetos com parceiros diferentes”, frisou. “É imperioso requalificar a zona das piscinas. Estamos no bom caminho para reatar a atividade e é prioritário, no próximo mandato, conseguirmos parceiros”, para a modalidade que serviu de chamariz para o associativismo do clube de Cristo.

“Temos 10 mil sócios, mas já tivemos 33 mil, em 2011. Perdemos muitos sócios quando foram desmembradas as piscinas, em 2011” recordou. “O número de sócios, pese embora o ecletismo, anda de mãos dadas com o futebol profissional sénior. Acredito que à medida que escalar diferentes barreiras acredito que voltemos aos números de 2011. E esse é um dos grandes objetivos”, finalizou.

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