Os 'Leões Indomáveis' não venciam um título desde 2002, quando a equipa era liderada por Samuel Eto'o e Rigobert Song. No entanto, no Gabão, em fevereiro, demonstraram que há espaço para surpresas, ao conquistar o título frente ao Egipto, por 2-1.

A República dos Camarões é o país africano que conseguiu a melhor participação na história da Taça das Confederações, ao chegar ao 2º lugar em 2003, sendo que a equipa acabou por perder para a anfitriã França na final.

Aquela edição ficou marcada por um dos episódios mais tristes da história do futebol camaronês. Fizeram parte do grupo B, juntamente com o Brasil, Estados Unidos e Turquia. Passaram à fase seguinte, às semi-finais, mas a equipa iria perder Marc-Vivien Foe em pleno relvado do Estádio Gerland, em Lyon. O médio caiu inanimado aos 72 minutos de jogo, na vitória frente Colômbia, por 1-0. Acabaria por falecer vítima de um ataque cardíaco aos 28 anos.

Desde então, o país não voltou a disputar a competição. Para voltar, foi necessário surpreender na competição africana disputada no Gabão. Na Rússia, o desfalque mais significativo vai ser do capitão Nicolas Nkoulou, que se encontra atualmente num 'hiatus' ao serviço da seleção após ter conquistado o título da CAN para tentar recuperar a titularidade no Lyon.

A baliza será ocupada pelo guardião Fabrice Ondoa, que apesar de ter apenas 22 anos, foi homem de destaque na sua posição no torneio continental e uma peça-chave para o título camaronês. Nesta competição, o jogador do Sevilla B vai ter a oportunidade de mostrar a sua qualidade ao mundo e, quem sabe, conquistar uma oportunidade no plantel principal na próxima temporada.

O belga Hugo Broos, responsável pela transição entre a geração dourada e o equipa atual, conta com outros jovens com potencial, como são os casos de Sébastien Siani, Collins Fai e Robert Ndip També. Porém, os destaques da CAN, foram mesmo o já citado Ondoa e Christian Bassogog e Benjamin Moukandjo.

As novas estrelas e um velho conhecido

Bassogog é um organizador do jogo ofensivo e foi eleito o melhor jogador da CAN-2017, com apenas 21 anos, sendo agora considerado a nova estrela dos Leões.

Um pouco mais à frente no terreno está Moukandjo. Avançado, formou-se enquanto jogador em França mas, apesar de marcar 13 golos nesta temporada, não conseguiu evitar a relegação do Lorient para o segundo escalão. Chamado por Broos, tem na Taça das Confederações uma oportunidade preciosa para chamar a atenção de alguma equipa de maior dimensão.

Bem conhecido dos portugueses e a acompanhá-lo no ataque estará o ex-portista Vincent Aboubakar, jogador do Besiktas e que virou herói nacional ao marcar o golo do título na final contra o Egito.

Como costuma acontecer à maioria das equipas africanas nestas competições, a dúvida reside na sua capacidade para manter o rigor defensivo em momentos de maior aperto e pressão, ao mesmo tempo que mantém o seu bloco organizado e coeso, na altura de se balancear para o ataque. No entanto, já mostraram em fevereiro que podem surpreender.

Na Rússia, os 'Leões' vão enfrentar a Alemanha, Chile e Austrália para tentar avançar para as semi-finais.

"Somos uma equipa jovem, possivelmente bem melhor nos próximos três ou quatro anos", admitiu o treinador belga. "Para todos os jogadores que fazem parte desta seleção, trata-se da primeira participação na Taça das Confederações. Mas vamos dar o máximo para fazer um grande torneio", concluiu Broos.

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