Em conferência de imprensa de antevisão do encontro de terça-feira, frente ao Vitória de Guimarães, o técnico recusou falar já sobre a final da taça, porque “seria uma falta de respeito” para com os adversários que ainda faltam enfrentar no campeonato, apesar de estar em situação muito delicada para revalidar o título de campeão.

“Obviamente, sabemos que temos esse jogo no final da época, mas o nosso foco tem de ser esse, naquilo que controlamos. E isso é a forma como nos vamos preparar para o jogo a seguir que, neste caso, é com o Vitória [de Guimarães]. Depois vem o [Desportivo das] Aves, o Sporting e, a seu tempo, o FC Porto”, justificou, no Seixal, o treinador que assumiu o comando do Benfica até ao final da época, sucedendo a Bruno Lage.

O foco naquilo que a equipa pode controlar foi, também, o que norteou os trabalhos da equipa após o empate 1-1 em Famalicão, na jornada anterior, que deixou no balneário ‘encarnado’ um “sentimento de injustiça e revolta”, que o técnico quer aproveitar “de forma positiva” já na receção aos ‘vimaranenses’.

“Temos consciência de que para o que produzimos, para as ocasiões [de golo] que criámos, devíamos ter saído com outro resultado e é em função disso que há um sentimento de revolta e injustiça, mas é um sentimento que temos de analisar de forma positiva já para o jogo de amanhã [terça-feira]”, explicou Nelson Veríssimo.

O técnico rejeitou que a ‘obrigatoriedade’ de bater o Vitória de Guimarães na 32.ª e antepenúltima jornada, para evitar que o FC Porto seja campeão ainda antes de entrar em campo na quarta-feira, frente ao Sporting, possa constituir uma pressão acrescida.

“A pressão, aqui, no Benfica, é sempre a mesma, que é a de ter de entrar em qualquer jogo para ganhar. Vejo [os jogadores] com cada vez mais vontade de lutar para vencer o próximo jogo. Não sentimos necessidade de passar uma mensagem de motivação em função da resposta que nos dão nos treinos e nos próprios jogos”, garantiu o técnico.

No plano individual, Veríssimo recusou que Rafa esteja a atravessar um período de menor fulgor e lembrou que o plantel tem “25 jogadores com qualidade suficiente para jogar” e que as opções são feitas “fruto do momento e do adversário”.

Se Pizzi ou Vinícius, que lideram a tabela de melhores marcadores da I Liga, com Paulinho (Sporting de Braga), todos com 17 golos, puderem ser o ‘artilheiro’ do campeonato, “tanto melhor”, mas os interesses da equipa “serão sempre coletivos”, recordou o treinador, antes de revelar, também, que Taarabt ainda não recuperou da lesão e “está fora da convocatória”.

Sobre o Vitória de Guimarães, Veríssimo referiu que espera uma equipa “à imagem do seu treinador”, que tem obtido “bons resultados por onde tem passado”, mas sublinhou que do Benfica também se pode esperar “uma equipa à procura da vitória e de fazer golos para ganhar”.

O Benfica, segundo classificado, recebe o Vitória de Guimarães, sétimo, na terça-feira, às 21:30, numa partida da 32.ª jornada da I Liga que está obrigado a vencer para evitar que o FC Porto festeje o título ainda antes de entrar em campo, na quarta-feira, frente ao Sporting.

Os ‘dragões’ lideram o campeonato com mais oito pontos do que o rival lisboeta e precisam apenas que o rival ‘escorregue’ na partida frente aos vitorianos ou de conquistar um ponto frente aos ‘leões’ para celebrar a conquista do título.

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