“Conseguimos garantir o apoio do Estado francês na forma de um empréstimo de 7 mil milhões de euros, permitindo à Air France olhar para o futuro com confiança”, lê-se na missiva.

Este apoio, indicou Anne Rigail, implica alguns compromissos, nomeadamente “um plano de restruturação que coloca a Air France em pé de igualdade com as companhias aéreas globais em termos de competitividade”. A diretora executiva não deu mais detalhes sobre este plano.

Anna Rigail revelou, ainda assim, que o grupo irá implementar os compromissos que tinha estabelecido mais rapidamente, com um “redimensionamento global” da sua rede doméstica “à partida de Orly e das regiões francesas, tendo em consideração as alternativas de transporte ferroviário para viagens de menos de duas horas e meia”.

A Air France pretende também dar prioridade aos “investimentos de renovação da frota, investindo em aviões de nova geração que reduzam as emissões de CO2 de 20% a 25%” e confirmar o objetivo de reduzir as emissões de CO2 por passageiro/km em toda a rede “em 50% até 2030, em comparação com o ano de referência de 2005”.

“Na rede doméstica, estamos a acelerar esse processo como parte do nosso compromisso de reduzir as emissões de CO2 em 50%, em valor absoluto, entre 2019 e 2024”, adiantou a transportadora aérea, que quer ainda a “integração até 2% de combustível alternativo sustentável até 2025, apoiado pelo recente setor francês de produção de biocombustíveis”.

“Graças a uma melhoria da situação de saúde e segurança, estamos a preparar-nos para retomar gradualmente os nossos voos”, referiu o grupo, que atualmente, serve cerca de 50 destinos e conta atingir os 100 até meados de junho, segundo Anne Rigail.

“Isto representa aproximadamente 15% do nosso programa habitual e esperamos aumentar rapidamente a nossa capacidade, assim que as condições de saúde e de regulamentação permitam reabrir completamente as fronteiras, a um nível intraeuropeu, para começar e depois intercontinental” refere a diretora executiva.

A Air France adaptou ainda a sua política comercial, flexibilizando todas as tarifas, “alteráveis sem custos na mesma classe de transporte”, segundo a responsável.

Em 09 de junho, o governo francês anunciou 15 mil milhões de euros de ajuda à indústria aeronáutica afetada pela pandemia de covid-19, incluindo a fabricante de aviões Airbus e a Air France.

O ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire, divulgou nesse dia o plano de resgate de uma indústria que emprega centenas de milhares de pessoas em França, cujos meios de subsistência foram lançados na incerteza devido às restrições de viagens provocadas pela doença.

O dinheiro inclui investimento direto do Estado, subsídios, empréstimos e garantias de empréstimos, incluindo sete mil milhões de euros em empréstimos e garantias que o Estado francês já tinha prometido à Air France, cujos aviões estão em quase total inatividade por causa do novo coronavírus.

O apoio exige a esta indústria acelerar o investimento em aeronaves elétricas, hidrogénio ou outras de menor emissão poluente.

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