A terceira edição do estudo “Custos sociais dos instrumentos de pagamento de retalho em Portugal”, realizada em 2013 mas com os custos de 2009, conclui que cada português suportou nesse ano um encargo de 109 euros pelo uso de instrumentos de pagamento, como dinheiro, cartões ou cheque.

A contabilização dos custos suportados pelos consumidores corresponde ao tempo necessário para efetuar o pagamento (uma proporção face ao salário dos inquiridos no estudo) e às comissões pagas aos bancos.

Apesar de ser já a terceira edição, o estudo hoje divulgado foi o primeiro a contabilizar os custos suportados pelos consumidores, e não apenas os dos bancos e comerciantes, o que não permite perceber a evolução no tempo.

No ano estudado, o total de custos privados suportados pelos consumidores foi de 1,1 mil milhões de euros, quando o total de custos foi de 2,6 mil milhões de euros.

As notas e moedas foram o instrumento de pagamento mais usado pelos consumidores e também o que teve mais custos, num total de 774 milhões de euros

Os débitos diretos foram o meio de pagamento com menor custo por cada transação (três cêntimos cada pagamento), seguidos pelos cartões de débito (20 cêntimos) e do numerário (24 cêntimos).

As transferências a crédito tiveram o custo unitário de 61 cêntimos e o cartão de crédito de 85 cêntimos por pagamento, enquanto os cheques foram o meio com um custo unitário mais elevado para os consumidores, de 2,05 euros por pagamento.

A partir da composição dos custos sociais de cada instrumento de pagamento em 2013, o Banco de Portugal conclui que, desde 2005, o padrão de utilização dos instrumentos de pagamento de retalho em Portugal sofreu alterações.

O uso do cheque diminuiu a um ritmo médio de 12% ao ano, os pagamentos com cartão continuaram a crescer de forma sustentada, as transferências a crédito mais do que a duplicaram, os débitos diretos cresceram 4% ao ano e o numerário manteve uma posição de destaque como o meio de pagamento mais utilizado nas transações comerciais do dia a dia.

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